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Como a China construiu dois hospitais em 15 dias?

Mediante surto do coronavírus, tecnologia, muita mão de obra e módulos pré-fabricados explicam velocidade dos empreendimentos

10/02/20
Por Luiza Bellintani

Dois hospitais foram construídos em menos de 15 dias em Wuhan, cidade chinesa epicentro da irrupção do coronavírus. Wuhan contabiliza 11 milhões de habitantes e foi a primeira cidade do país a registrar pessoas infectadas com o vírus que está causando pavor mundial. 

De acordo com informações do balanço chinês, até o momento foram 909 mortes causadas pelo coronavírus, e mais de 40 mil casos confirmados no país. No Brasil, são 11 casos suspeitos, mas nenhum foi confirmado até a presente data.

As duas unidades foram planejadas a partir do hospital Xiaotangshan, desenvolvido como instalação temporária em 2003, em Beijin, como consequência do surto de SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave). Esta unidade foi construída em sete dias. 

O primeiro dos dois hospitais edificados este ano, que conta com mil leitos, recebeu o nome de Huoshenshan. A construção da instalação teve início dia 23 de janeiro, e recebeu seu primeiro paciente dia 3 do mês seguinte. O segundo hospital, Leishenshan, começou a ser construído em 25 de janeiro e foi finalizado 13 dias depois, no dia 6.  Esta unidade possui 1,6 mil leitos. 

Como foi possível fazer tanto em tão pouco tempo? O que está por trás dessa velocidade descomunal? Tecnologia, sobrecarga de trabalho, combinação de fatores?

O processo de construção

De acordo com informações oficiais disponibilizadas pelo governo chinês, o país empregou milhares de trabalhadores e utilizou materiais pré-fabricados para, a partir da técnica de construção modular, conseguir construir os dois hospitais em tão pouco tempo. 

Nas primeiras 48 horas da edificação, os operários utilizaram escavadoras para nivelar o terreno e prepará-lo para a instalação das estruturas. Após a preparação necessária para o solo, uma base de concreto foi adicionada em um período de alguns dias. Além disso, pilares foram dispostos horizontalmente logo após essa base, para que os módulos não tocassem o chão, a fim de evitar poluição. 

Sobre a estrutura de sustentação, as molduras foram colocadas prontas para receber os painéis pré-fabricados para encaixe, resultando nos módulos de cada quarto. Cada unidade possui pouco mais de 9m² e seus interiores podem apresentar configurações distintas entre si. 

A construção dos hospitais, motivada pela necessidade de instalações que atendessem o número crescente de pacientes infectados pelo vírus, mobilizou um exército de operários, que trabalharam dia e noite. Profissionais da saúde de toda a China foram chamados para compor as equipes dos dois centros de tratamento. 

Singularidades dos hospitais

Projetados para atender pessoas infectadas com o vírus mais temido dos últimos anos, os dois hospitais apresentam atributos específicos para garantir segurança aos pacientes e aos profissionais que lá trabalham, além de tecnologias instaladas para potencializar os tratamentos. 

As estruturas são completas, apresentando enfermarias, consultórios, salas de equipamento e unidades de cuidado intenso. Existem também enfermarias destinadas à quarentena, com o propósito de reduzir as chances de infecções cruzadas entre pacientes. 

Cada quarto dos hospitais foi despressurizado, a fim de evitar a dispersão de microrganismos transportados pelo ar. Ainda, cada um é equipado com duas camas e sistemas elétricos, médicos e de ventilação de ponta.

Ademais, foram instaladas caixas de metal nas paredes dos quartos, com aberturas dos dois lados, para que as equipes dos centros de tratamento possam entregar alimentos de maneira segura para os pacientes internados. 

As duas instalações chinesas receberam a tecnologia 5G, permitindo comunicação de qualidade e praticamente imediata entre as equipes. Esse tipo de conexão também possibilita que diagnósticos por vídeos sejam realizados à distância. 

Em suma, estruturas desse nível de eficiência podem levar tempo para serem projetadas e finalizadas com êxito. Por esse motivo, é intrigante conhecer  o processo por trás desse grande feito chinês, que utilizou tecnologia combinada com construção modular, mas também muita mão de obra exaustiva, para chegar ao resultado apresentado. 

Imagens gravadas em time-lapse de todo o processo de construção do hospital Huoshenshan foram disponibilizadas pela BBC Brasil Veja no vídeo a seguir.

Tecnologias aplicadas na construção civil serão discutidas no Smartus Proptech Summit 2020. Acesse o link para conhecer mais sobre o evento. 

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Foto: Xiao Yijiu / Xinhua

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