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Pesquisa revela alta na demanda por imóveis: hora certa para lançar?

Incorporadores confirmam lançamentos imobiliários ainda em 2020

Daniel Caravetti

21/10/2020

De acordo com uma pesquisa do portal Data ZAP, 60% dos brasileiros acreditam que o atual cenário é ideal para adquirir um imóvel. Enquanto o isolamento social evidenciou a importância de um lar aconchegante, as quedas na Selic, atualmente a 2% ao ano, estimularam o barateamento do crédito imobiliário e o investimento em ativos de renda variável.

Inclusive, a partir desta quinta-feira (22), novas medidas no financiamento imobiliário da Caixa entram em vigor. A principal delas se trata da redução da taxa mínima na modalidade com juros e Taxa Referencial (TR) de 6,5% para 6,25% + TR ao ano. 

A outra medida é a prorrogação da carência para o início do pagamento das parcelas dos novos financiamentos até 30 de dezembro de 2020. O prazo anterior ia até o último dia 13. As iniciativas acirram ainda mais a disputa dos bancos pelo mercado de crédito imobiliário, que ainda tem a entrada das fintechs.

Aluguel ou financiamento?

Fora isso, o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), que reajusta os contratos de aluguel, é cada vez mais imprevisível. Em setembro, o indicador registrou uma alta de 17,94% em 12 meses e alcançou o maior patamar acumulado dos últimos 17 anos. 

A alta no preço de locação, aliada à baixa nos juros do crédito imobiliário e à perda de atratividade de investimentos em renda fixa, cada vez menos rentáveis, tem reaquecido discussões a respeito da melhor alternativa financeira: aluguel ou compra de um imóvel. Se locar um imóvel e aplicar recursos na renda fixa parecia a melhor alternativa em um passado recente, o cenário não é mais o mesmo.

Lançamentos imobiliários

Fatalmente, este contexto também aparenta ser ideal para lançar novos produtos imobiliários. Isso porque o gradual aumento da demanda, associado à venda de boa parte do estoque no primeiro semestre de 2020 e à disponibilidade de terrenos por preços mais baixos, favorece a atuação das incorporadoras.

Em entrevistas recentes à Smartus, representantes de incorporadoras confirmaram o otimismo quanto à demanda por novos produtos, mas enalteceram a instabilidade do país. Um deles é Henrique Blecher, CEO da Bait, que já lançou dois empreendimentos de alto padrão neste segundo semestre e planeja o terceiro.

“Vamos fazer outro até o final do ano. Também estamos focados na aquisição de novos terrenos, visando 2021. Vemos o setor com expectativa positiva, mas sempre com cautela, porque o Brasil é sempre incerto”, diz o empresário.

Outro é Carlos Borges, CEO da Tarjab, incorporadora com dois lançamentos previstos para novembro, outros três já programados para 2021 e alguns terrenos sendo adquiridos: “Estamos crescendo, mas acho que deve haver um otimismo cauteloso. Quando você tem uma situação de muita concorrência e euforia, precisa cuidar dos fundamentos”.

“Estamos nos preocupando com o planejamento: comprar terrenos no preço correto, não sonhar muito com aumento do preço de venda, além de cuidar do custo, do design e da sustentabilidade dos projetos. Com situação de funding positivo, através de investimento de pessoas físicas e jurídicas, tem espaço para crescer. Isso tá migrando recursos para construção, o que é animador”, completa.

Por fim, a Tecnisa, incorporadora com capital aberto na B3 (Brasil, Bolsa e Balcão). “Estamos otimistas e vamos fazer novos lançamentos. A perspectiva é muito boa, não só para nós, mas para todo o mercado. Quem tiver bons produtos, em bons locais, pode ter bons desempenhos”, diz Romeo Busarello, vice-presidente de marketing da empresa.

Foto: rawf8/Envato

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