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WeWork, Airbnb, Uber… modelos revolucionários ou furada?

Negócios são inovadores, mas precisam se provar sustentáveis no mercado

23/10/19
Por Henrique Cisman

A década que se aproxima de terminar certamente foi das startups. Não é preciso procurar números, apenas estar vivo para ver. Nas últimas semanas, entretanto, a confiança sobre esses negócios foi abalada pelo desastre ocorrido com o WeWork, do qual você provavelmente já saiba ou tenha ouvido falar.

A Smartus, enquanto empresa que produz conteúdo e que tem nos eventos um de seus principais produtos de fomento a informações para o mercado imobiliário, exalta, desde que surgiu, os novos modelos de negócios, e é exatamente por isso que cabe a reflexão em um momento de tensão para investidores e – por que não? – para outros setores da economia, principalmente o imobiliário.

Há precisamente 1 mês, centenas de empresários se reuniram para conversar e aprimorar conhecimentos sobre os modelos disruptivos e as tecnologias que prometem revolucionar os mercados imobiliário e de construção. Um dos painéis tratou especificamente dos reflexos da economia compartilhada nos negócios – seja em questões de segurança ou para debater o impacto do Airbnb na hotelaria tradicional.

Mas a dúvida da vez é: esses modelos se sustentam no mercado?

A tragédia do WeWork não se explica simplesmente pela gestão irresponsável e egoísta de seu fundador, Adam Neumann. Os investidores podiam torcer o nariz para o fato de Neumann ter empregado familiares em cargos de diretoria e realizado uma manobra incomum antes do pretendido IPO, combinando empréstimos e vendas de ações que lhe renderam mais de US$ 700 milhões, mas nada disso os deteria de acreditar no negócio. O problema fundamental foi a estimativa de valor muito acima da realidade para uma empresa que só dá prejuízo.

Em uma entrevista esclarecedora para a New York Magazine, Scott Galloway, um professor de marketing que há algum tempo vinha criticando a loucura em torno do WeWork, ressalta que não fazia qualquer sentido avaliar em US$ 47 bilhões uma empresa tal como essa, que fica no vermelho em US$ 700 milhões por trimestre.

O declínio abrupto do WeWork, que agora vale US$ 8 bilhões e cujo controle será assumido pelo seu principal investidor – o Softbank – nos obriga a refletir se (e até que ponto) os modelos revolucionários são viáveis. O Airbnb, que projeta abrir capital em 2020, mais do que dobrou seu prejuízo no primeiro trimestre de 2019, totalizando US$ 310 milhões negativos, de acordo com publicação do The Information, site especializado em negócios do Vale do Silício.

É bem verdade que a empresa vem aumentando significativamente seu faturamento anual – avançou 42% no ano passado e é estimado para crescer entre 30% e 40% em 2019 – e que o prejuízo operacional pode ser causado por investimentos para tornar o negócio ainda mais escalável, porém, em que momento a empresa passará a ter sólidos lucros? Esses lucros serão realidade algum dia?

A Uber captou US$ 8,1 bilhões em seu IPO e aumentou em mais de três vezes o faturamento no ano passado, alcançando US$ 11,3 bilhões, mas também elevou seu prejuízo operacional. No primeiro balanço desde que abriu capital, referente ao 1º trimestre de 2019, informou perdas de US$ 1 bilhão. Nos dois anos anteriores, somados, o prejuízo foi de US$ 7 bilhões.

Fundada em 2009, a Uber não registrou lucros em um ano sequer e, o que é mais maluco, avisou, no prospecto de seu IPO, que talvez jamais seja um negócio lucrativo. Ora, a finalidade de toda e qualquer empresa não é ter lucro? Como um negócio pode prosperar operando no prejuízo?

O portal NeoFeed, especializado em inovação, startups e transformação digital, informa que um estudo realizado pelo professor de finanças Jay Ritter, da Universidade da Flórida, mostra que 84% das 38 empresas que abriram capital em 2018 eram deficitárias quando fizeram IPO. A última vez que isso aconteceu em tais patamares foi em 1999, quando ocorreu a bolha da internet, com dezenas de empresas “pontocom” decretando falência. Para Galloway, este seria o caminho provável para o WeWork (se não houvesse o Softbank). 

Galloway avalia que embora o mercado tenha penalizado o WeWork, na Uber e em outras startups “a alucinação continua”. “Eles [Uber] têm que manter a ilusão de crescimento, a narrativa. Sem a narrativa do crescimento, a empresa vale 20% do que vale agora. (…) O WeWork pode começar do zero. Se agir rápido, pode ser uma empresa boa de coworking. A Uber tem que manter a alucinação, sem chance de sucesso”, afirmou o especialista.

Para ele, a narrativa das empresas tomou o lugar dos números, situação que agora, ainda que tardiamente, deve mudar: “O mercado está dizendo que, depois de Uber e WeWork, há dois tipos de unicórnios (startups com valor de mercado superior a US$ 1 bilhão): os que estão supervalorizados e os que estão indo a zero”. 

Para ler em português a íntegra da entrevista de Scott Galloway à New York Magazine, traduzida e publicada pelo Brazil Journal, clique aqui.

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