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Vendas em São Paulo crescem 41% em abril no comparativo de 12 meses

Números indicam retomada do mercado imobiliário, mas construtoras se preocupam com possível liberação do saldo do FGTS

11/6/19

Dados divulgados pelo Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi/SP) mostram que no mês de abril as vendas de residenciais novos cresceram 41% na capital paulista, em relação ao mesmo período do ano passado, embora tenha havido recuo de 15% no comparativo com março.

Outro indicador revela que incorporadoras e construtoras que atuam em São Paulo estão bastante otimistas: de acordo com a Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), os lançamentos avançaram 161,1% nos últimos 12 meses e 50,7% em relação a março. Um fator que pode explicar esse aumento é o estoque reduzido da cidade, que seria escoado em aproximadamente 8 meses.

Os números da capital paulista apontam para a continuidade dos bons resultados observados no 1º trimestre no Brasil – mais vendas e lançamentos, menos estoque e distratos. Como São Paulo é a capital mais populosa do País e concentra grande atividade econômica, os indicadores podem ser vistos como uma prévia do que vem por aí no 2º trimestre.

Por outro lado, empresas da construção civil temem que a liberação do saldo de contas ativas e inativas do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) – proposto pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, para impulsionar a atividade econômica – atinja o financiamento de unidades habitacionais. A boa notícia é que isso só vai acontecer se a reforma da Previdência for aprovada.

De acordo com os cálculos do governo, os saques podem alcançar os R$ 30 bilhões, o que equivale a quase 0,5% de todo o PIB brasileiro do ano passado. Em um cenário otimista, no qual a proposta da Previdência seja aprovada em setembro, a utilização do saldo acontece ainda em 2019, pois a previsão é de que os recursos sejam sacados em um prazo de 3 meses.

Ademais, o momento é positivo para o setor, que mesmo com alguns tropeços do governo segue em processo de retomada, primeiro porque há demanda reprimida em todos as regiões do País; segundo, porque os números dos últimos anos foram muito ruins, sendo natural a recuperação; e terceiro, porque as taxas de juros estão baixas, facilitando o crédito ao consumidor.

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