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PDX: foco na experiência visual do cliente no stand de vendas

Telas interativas touch oferecem imersão para os consumidores e já são utilizadas por grandes incorporadoras

Henrique Cisman

27/10/2020

Você já ouviu falar em PDX? A sigla representa o tradicional ponto de vendas (PDV), mas com a letra xis, que remete à experiência, no lugar do v, de venda. O conceito, como o nome sugere, representa a oferta de experiências imersivas aos consumidores, seja em lojas de varejo, seja nos stands de imóveis. 

Um exemplo mundialmente conhecido é a loja da fabricante de materiais esportivos Nike, em Nova York. Chamada de house of innovation (casa da inovação), o local oferece uma série de novas experiências aos consumidores, traduzindo completamente o significado do termo PDX.

“O consumidor tem a oportunidade de fazer a compra sem contato algum com o vendedor; pode efetuá-la pelo aplicativo e retirar o item no cofre da loja, ou comprar na loja e receber em casa, é realmente omnichannel; pode testar os produtos na própria loja simulando corridas, por exemplo, e personalizá-los ilimitadamente; finalmente, é claro, há muito investimento em conteúdo, o que enriquece a experiência de compra”, analisa Andreyve Melo, sócio-proprietário da startup Skyline Inovação e Produções.

Observando o sucesso no varejo, a Skyline trouxe para o mercado imobiliário salas interativas com uma série de experiências imersivas para o cliente conhecer em detalhes os imóveis, as áreas comuns, de lazer e o entorno dos empreendimentos. “A pessoa fica realmente imersa e assimila melhor as informações passadas pelos corretores; é uma experiência que aumenta a confiança na compra”, diz Melo.

 

Com dezenas de clientes espalhados pelo país, dentre os quais nomes de peso como MRV, Grupo Cyrela, Alphaville, RNI, EBM e Opus, Melo cita como exemplo de sucesso a evolução realizada nos stands da MRV, maior construtora do país. 

“A MRV está em um processo de mudança do modelo tradicional do stand de vendas para o PDX. Na prática, estamos envolvidos no projeto com as telas interativas touch, fornecendo tanto o equipamento quanto o software que facilita a vida do corretor na apresentação de todos os produtos da incorporadora em determinada região”, afirma o executivo.

 

 

Além das telas interativas, a startup também cria maquetes virtuais dos empreendimentos, com funcionalidades que ajudam os corretores. “Mapeamos todos os pontos de interesse, praças e outros empreendimentos em um raio de 2 km. O cliente consegue passear pelo empreendimento, saber qual será a vista em cada andar e até ver a posição solar. A maquete física tradicional é bonita, mas não tem tantas opções”, compara Melo.

Outro diferencial é a ferramenta de análise embutida nos sistemas. “A Living, por exemplo, instalou quiosques com seu portfólio em shoppings e conseguiu saber, com nossa tecnologia, informações como quantidade de atendimentos, tempo médio, qual empreendimento foi mais acessado, qual corretor fez mais consultas, qual conseguiu mais contatos junto aos clientes e qual tela teve mais tempo de visualização”, conta o sócio da Skyline Inovação.

A startup desenvolve as telas interativas com designs personalizados e conteúdos audiovisuais, e para 2021 quer integrar uma tecnologia de reconhecimento facial que promete identificar quais empreendimentos são mais apropriados ao perfil do comprador, em parceria com uma empresa holandesa, e também já se prepara para desenvolver softwares de apresentação para o mercado imobiliário internacional.

Segundo Melo, a pandemia do novo coronavírus acelerou e intensificou os processos de digitalização e implementação de novas tecnologias no mercado imobiliário. “Mais do que nunca, é preciso trazer novos elementos no stand, além do decorado e da maquete física. O cliente já forneceu seu tempo, que é o mais precioso; ele precisa ter uma experiência diferente para sair impressionado”. 

Para contar com a tecnologia, explica o sócio da Skyline IP, a incorporadora realiza um investimento único no software conforme a quantidade de empreendimentos a ser apresentada, com redução do valor unitário quanto mais projetos forem adicionados ao sistema. Depois, paga uma mensalidade que inclui os equipamentos, as atualizações do sistema e as manutenções em geral. 

“Incorporadoras de variados portes e segmentos de atuação já contam com a tecnologia. Há projetos com VGV de R$ 30 milhões utilizando as telas interativas”, revela Melo. Presente em 77 stands pelo país, a tecnologia da startup já foi usada por mais de 5 mil corretores em 11 estados brasileiros.

Foto: Skyline

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