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Lançamentos e vendas mantêm alta no 2º trimestre, aponta levantamento

Oferta final cai 8,7% nas 23 cidades e regiões metropolitanas analisadas por CBIC e Senai

27/8/19

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) divulgou na última segunda-feira (26) o levantamento Indicadores Imobiliários Nacionais referente ao 2º trimestre de 2019. Nas 23 cidades e regiões metropolitanas verificadas, os lançamentos e vendas avançaram, em média, 11,8% e 16% em relação ao mesmo período do ano passado, respectivamente, mantendo a alta observada entre janeiro e março (novamente em relação a 2018).

Nos lançamentos, destaque para a região Centro-Oeste, que elevou em 75,7% a quantidade de projetos. A região Sudeste lançou 35,5% a mais, enquanto Nordeste e Sul apresentaram retração (-49,5% e -35,2%). Não houve variação na região Norte. Nos locais averiguados, foram lançadas 30.607 unidades residenciais, enquanto a média dos últimos quatro trimestres é de 27.903. 

Em relação às vendas, apenas no Nordeste houve recuo em relação a 2018 (-17%); Sudeste (33,5%), Norte (31,4%) e Centro-Oeste (22%) tiveram altas importantes, enquanto a região Sul praticamente manteve os números (1,7% positivo). Entre abril e junho, foram vendidas 32.813 unidades residenciais, e a média dos últimos quatro trimestres é de 30.038.

Como resultado de mais vendas do que lançamentos, a oferta final disponível de residenciais novos caiu para 111.055 unidades, mantendo a tendência de queda dos últimos três anos. O setor registrou um pico de estoque acumulado igual a 163 mil unidades no início de 2016. No cenário atual, caso não houvesse lançamentos, o novo estoque seria totalmente escoado em 11 meses.

Para Celso Petrucci, vice-presidente de Indústria Imobiliária da CBIC, a menor oferta final explica o aumento real do valor de venda dos imóveis em 8% em relação ao Índice Nacional da Construção Civil (INCC) – indicador que apura a evolução dos custos das unidades habitacionais e é geralmente utilizado para reajustar contratos de compra e venda de imóveis quando em fase de obras.

Petrucci também destacou a retomada dos empregos no setor: “Depois de cinco anos de PIB negativo na construção civil, estamos percebendo também no emprego, pela primeira vez, essa reversão de expectativa negativa. Em 2019, de abril a junho, já estamos com mais vagas criadas que nos 12 meses de 2018”, afirmou, referindo-se aos dados mais recentes do Caged.

Minha Casa, Minha Vida em queda

Ainda de acordo com o levantamento da CBIC e Senai, o programa Minha Casa, Minha Vida perdeu representatividade tanto nos lançamentos quanto nas vendas de novos residenciais – respondia por cerca de 70% no fim do ano passado e agora responde por 45,9% e 47,6%, respectivamente.

Além da alta observada em imóveis de médio e alto padrão, o resultado pode ser explicado pelos constantes problemas de financiamento para a construção de unidades contratadas no programa MCMV, cujo episódio mais recente é o atraso em repasses do orçamento da União que paralisaram 900 obras, conforme divulgado pela CBIC.

Confira o levantamento completo clicando aqui.

Foto: Cyrela

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