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Índice de Confiança da Construção é o maior dos últimos 6 anos

De acordo com economista, mercado imobiliário tem exercido papel fundamental

Daniel Caravetti

30/10/2020

O Índice de Confiança da Construção (ICST), da Fundação Getulio Vargas (FGV), avançou 3,7 pontos em outubro e chegou à marca de 95,2 pontos, superando os níveis pré-pandemia após quatro altas consecutivas. Este é o maior valor desde março de 2014, quando o indicador registrou 96,3 pontos.

Índice de Confiança da Construção de outubro de 2020 (Elaboração: IBRE/FGV)

Em entrevista à Smartus, a economista Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção do IBRE (Instituto Brasileiro de Economia) da FGV, explica a estrutura da pesquisa e comenta o resultado obtido.

“O índice tem dois componentes, um que capta a percepção sobre o ambiente de negócios corrente e outro que capta as expectativas do setor. Ambos estão puxando a confiança para cima, sinalizando uma percepção das empresas de que a recente melhora no cenário deve persistir”, garante. 

Na recuperação mencionada, a especialista ressalta o fato de o ramo ter sido considerado atividade essencial no início da pandemia e conseguido se adaptar rapidamente aos protocolos exigidos. Também destaca a participação do mercado imobiliário, representado na pesquisa pelas edificações, que avançou 3,4 pontos no índice de confiança de outubro e chegou aos 91,2 pontos.

Índice de confiança do segmento de Edificações de outubro de 2020 (Elaboração: IBRE/FGV)

“Apesar do pessimismo inicial com a crise, que contou com fechamento de stands, queda de vendas, lançamentos adiados e obras postergadas, o mercado imobiliário conseguiu reagir. A partir do momento em que as empresas se adaptaram às ferramentas digitais, os negócios começaram a dar respostas positivas”, diz Castelo.

Essa ascensão do mercado imobiliário também se refletiu nas prévias operacionais das incorporadoras de capital aberto no 3º trimestre. As mineiras MRV e Direcional, além da pernambucana Moura Dubeux, bateram seus recordes de vendas líquidas.

Disponibilidade de crédito imobiliário

Nesta retomada, também é importante salientar o papel do crédito imobiliário, que, influenciado pelos cortes na Selic, tem apresentado taxas de juros mais baixas e acessíveis. De acordo com a Abecip, os financiamentos imobiliários com recursos das cadernetas do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) atingiram R$ 12,91 bilhões em setembro.

Assim como já havia ocorrido no mês anterior, o volume financiado bateu o recorde histórico, em termos nominais da série iniciada em julho de 1994. Em relação a agosto, o aumento foi de 10,2%, e no comparativo anual houve alta de 70,1%.

Cenário favorável para lançamentos?

Considerando o panorama vivenciado pelo mercado imobiliário atualmente, o otimismo dos players, a disponibilidade de crédito e a venda de boa parte do estoque nos últimos meses, este parece o momento ideal para as incorporadoras voltarem a realizar lançamentos, mesmo ainda em meio à pandemia. 

No segmento residencial, o maior e mais pujante do ramo imobiliário, há mercado para novos empreendimentos. Em setembro, a Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias) divulgou que o Brasil conta com um déficit habitacional de 7,797 milhões de moradias. 

No mesmo estudo, realizado em parceria com a FGV, projeta-se uma demanda superior a 30 milhões de moradias nos próximos dez anos, outro fator de estímulo à oferta nos próximos anos. Resta saber se o cenário permanecerá favorável e até quando vai durar o ciclo de alta iniciado em 2019. 

Foto: DragonImages/Envato

 

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