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Em 10 anos, fontes renováveis serão mais baratas que energia fóssil

Grandes empresas já investem em parques solares e eólicos para atender demanda de produção

31/7/19

Relatório divulgado pela BloombergNEF (BNEF) projeta que as fontes de energia solar e eólica serão mais baratas do que os combustíveis fósseis – petróleo, carvão mineral e gás natural – em 2030. Para a consultoria Wood Mackenzie, o prazo é um pouco maior, por volta de 2035, mas grandes empresas estão investindo desde já em energia renovável para atender suas necessidades de produção.

A mineradora brasileira Vale pretende obter 100% da eletricidade utilizada em suas operações a partir de fontes como o sol e o vento até 2025. No mês passado, a Ambev fechou contratos com quatro fornecedores para construir 31 usinas solares até março do ano que vem e, assim, produzir energia suficiente para abastecer todos os centros de distribuição da empresa no Brasil.

Em um prazo de 10 a 15 anos, as fontes renováveis devem ser a escolha óbvia de companhias dos mais diversos setores – construção, indústria automobilística e de transformação, transporte, agronegócio, comércio. Empresas instaladas no país tendem a obter ou produzir com maior facilidade energia limpa, uma vez que o território brasileiro é o melhor do mundo em condições de vento e insolação.

No início do ano, a energia eólica ocupava o terceiro lugar no ranking de matrizes energéticas nacionais. Hoje, já está em segundo, respondendo por 9,2% da produção, segundo dados da Associação Brasileira de Energia Eólica. A liderança – com folga – é das hidrelétricas (60,3%), mas ao fim da próxima década essa participação deve ser reduzida para pouco mais de 40%, tanto pelo avanço de outras fontes quanto pela limitação geográfica para abertura de novas usinas.

Entre 2004 e 2018, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) emprestou R$ 30 bilhões a projetos de energia limpa – líder mundial no financiamento para energia renovável. Os recursos foram aplicados em 102 parques eólicos, 5 usinas solares, 429 usinas de etanol e biodiesel e 138 pequenas centrais hidrelétricas, dentre outras fontes com menor participação na matriz brasileira.

Além dos maiores investimentos públicos e privados, é crescente o número de unidades geradoras de energia distribuída (micro e minigeradores), que este ano alcançaram 1 gigawatt em capacidade instalada – aumento de 60% desde janeiro. No setor imobiliário, novos projetos prezam cada vez mais pela sustentabilidade, incorporando a geração distribuída aos empreendimentos.

Maior produção, menores custos

No mercado de energia solar, os componentes dos painéis se tornam 28% mais baratos conforme a produção é dobrada. As baterias, fundamentais para armazenar o excedente, custam 14% menos à medida que sua produção duplica. A lógica também vale para a geração distribuída.

Em termos de resultados para as empresas, o Banco do Brasil, ao contratar energia limpa para suas operações entre 2019 e 2023, vai economizar R$ 5 milhões no período, segundo projeções da instituição. A Ambev não divulgou números, mas assegura que no longo prazo terá menores custos em relação ao fornecimento tradicional.

Atualmente, 80% da matriz energética brasileira é composta por fontes renováveis, percentual que só aumentará ao longo do tempo.

Foto: ABEEólica/Divulgação

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