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Eólica já é a terceira maior fonte de energia do Brasil

No ano passado, produção forneceu eletricidade a 67 milhões de pessoas

5/2/19

A energia eólica está em terceiro lugar no ranking das principais matrizes elétricas brasileiras, representando 9% do total. No fim do ano passado, o Brasil alcançou a marca de 14,73 gigawatts (GW) de capacidade instalada, isto é, potencial máximo de produção. O sistema já chegou a doze estados e possui mais de 7 mil aerogeradores em operação.

De acordo com a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), a capacidade deve se aproximar de 20 GW até 2024, considerando apenas os parques em construção ou com projeto aprovado (contratos viabilizados em leilões), os quais irão somar 4,33 GW de potencial de produção. Nos próximos anos, a tendência é que surjam novas iniciativas, elevando ainda mais a participação dos ventos em relação às outras fontes.

Com a capacidade atual disponível, a energia eólica já está próxima de ultrapassar a biomassa, atrás apenas por 0,1% na lista das principais matrizes elétricas do País. As hidrelétricas permanecem como a principal fonte, provendo 60,4% do total. Em nível mundial, o Brasil ocupa a 8ª posição dentre os maiores produtores de energia a partir do vento. Há seis anos, o País estava em 15º no ranking.

Em 2018, foram produzidos 40,46 terawatt de energia a partir dos ventos, suficiente para atender a 22 milhões de residências por mês, equivalente a 67 milhões de pessoas – mais do que toda a população da região Nordeste, que, aliás, é a maior produtora do Brasil, concentrando 7 dos 12 estados com parques eólicos.

“Dentro de pouco tempo, a eólica será a segunda fonte da matriz elétrica brasileira, um feito realmente histórico para um sistema que se desenvolveu de maneira mais intensa há pouco menos de dez anos. Quando começamos 2011, tínhamos menos de 1 GW”, afirmou a presidente executiva da ABEEólica, Elbia Gannoum. A expectativa é que ao fim de 2019 a eólica seja a segunda principal fonte energética do País.

Energia limpa e geradora de empregos

Desde que o primeiro parque eólico foi instalado no Brasil, em 1992, no arquipélago de Fernando de Noronha, 190 mil postos de trabalho foram criados. Em média, a cada 1 megawatt (MW) instalado são geradas 15 vagas de emprego. A energia eólica também gera renda aos proprietários de terra que alugam o espaço para instalação das torres, sendo que plantações e criações de animais podem ser mantidas mesmo após início da operação do sistema.

A fonte é limpa (não poluente) e evita a emissão de gás carbônico – em torno de 28 milhões de toneladas por ano, ou 16 milhões de automóveis em circulação (mais do que 2x a frota de veículos de passeio da cidade de São Paulo).

Brasil tem vantagens naturais em relação a outros países

No fim do ano passado, estavam em funcionamento 583 parques eólicos, a maioria no Nordeste – 150 no Rio Grande do Norte, 135 na Bahia, 80 no Ceará, 60 no Piauí, 34 em Pernambuco, 12 no Maranhão, 15 na Paraíba e 1 no Sergipe. A região é favorecida por ventos estáveis, sem mudanças bruscas de velocidade e direção. O período de maior produtividade é entre junho e dezembro, quando a recorrência dos ventos é maior.

Esse conjunto de características resulta em uma capacidade praticamente duas vezes maior do que a média mundial; enquanto em outros países o fator está em torno de 25%, no Brasil a média é de 40%, alcançado de 60% a 70% no Nordeste.

Nos últimos sete anos, foram investidos US$ 32 bilhões por empresas do setor. De acordo com a Bloomberg New Energy Finance, o Brasil é o 2º país mais atrativo do mundo e o 1º da América Latina para investimento em energias renováveis (solar, eólica, biomassa etc.). O retorno, porém, é de longo prazo.

Depois do Nordeste, a região Sul é a que detém maior atenção do mercado, com parques eólicos nos três estados – 80 no Rio Grande do Sul, 14 em Santa Catarina e 1 no Paraná.

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