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Número de construtechs e proptechs cresce 23% em 2020

Aumento foi registrado mesmo com a ausência de startups já consolidadas, como QuintoAndar, Tecverde e Loft

11/05/2020
Por Daniel Caravetti

Em relação ao ano passado, 2020 teve um aumento de 23% no número de startups dos setores imobiliário e de construção, de acordo com o Mapa de Construtechs e Proptechs elaborado pela Terracotta Ventures, gestora de investimentos em empresas de tecnologia. Os dados confirmam que o ano era promissor, movimento que deve ser adiado em função do novo cenário macroeconômico.

Ao todo, foram contabilizadas 702 startups no levantamento, alta de 180% no comparativo com 2017, quando foi divulgada a primeira versão do mapa. Na época, a pesquisa identificou 250 empresas desenvolvendo soluções reais, o que representa pouco mais de um terço do número atual.

Quanto aos maiores pólos, permanecem como os principais os estados de São Paulo e Santa Catarina, respectivamente com 293 e 83 startups, ou 41% e 12% do total de negócios. A grande surpresa, portanto, foi o novo terceiro colocado, Paraná, que agora conta com 63 representantes no mapa ou 9% do total, superando Minas Gerais.

Outro dado importante divulgado pela pesquisa é a taxa de mortalidade, que foi de 16,75%, o que significa que cerca de 95 construtechs e proptechs encerraram suas atividades entre 2019 e 2020. Desse modo, o crescimento líquido é ainda maior, visto que o total de startups ativas no mercado avançou quase 47% em apenas um ano. 

Vale ressaltar que a pesquisa realizada também divide as contrutechs e proptechs em quatro grandes nichos de atuação e, neste quesito, o resultado obtido foi semelhante ao de 2019. Conforme o estudo, 33% delas estão voltadas à jornada de aquisição, pouco mais de 31% para as propriedades em uso, 27% para o ambiente de obra e cerca de 8% se dedicam à fase de projetos e viabilidade.

Ausência de QuintoAndar, Tecverde e Loft

Em entrevista à Smartus, Bruno Loreto, co-fundador da Terracotta Ventures, explica a ausência de grandes nomes, como QuintoAndar, Tecverde e Loft, no mapa de 2020: “Não faz mais sentido, pois essas empresas consolidaram seu modelo de negócio e atingiram o sucesso. Preferimos focar em empreendedores que estão no início da jornada”. A Terracotta também estabeleceu critérios mais específicos, decidindo que o mapa incluiria apenas empresas criadas a partir de 2005 e com menos de 150 colaboradores.

O que motivou a alta?

Mesmo com a ausência de empresas tais como as mencionadas, houve um crescimento significativo no número de startups, como citado anteriormente. Segundo o executivo, a alta é resultado do crescimento do ecossistema empreendedor no Brasil, com ajuda, também, da recuperação do mercado imobiliário.

“Nos últimos anos, o país viveu uma crise, momento em que, normalmente, há espaço para novos negócios. Assim, inúmeras oportunidades se tornaram viáveis e startups acabaram ganhando espaço. Porém, pensando no ciclo de negócios, construtechs e proptechs também foram impulsionadas pela retomada do setor, principalmente aquelas atreladas ao ambiente de obras”, explica Loreto.

Impacto da pandemia

Mesmo que inovadoras, startups estão inseridas dentro de um cenário macroeconômico e é inevitável que sejam afetadas com a crise decorrente da disseminação do novo coronavírus. Um dos aspectos que mais preocupa Loreto é quanto à possível falta de investimentos nessas empresas, uma vez que a Terracotta Ventures já sentiu uma mudança no perfil do investidor.

“A primeira reação foi de susto, mas nas últimas semanas vimos um ciclo de adaptação, de entender o impacto em seus negócios e ter maior previsibilidade. De qualquer maneira, a régua subiu. Os investidores estão mais criteriosos, a negociação está mais dura e pode haver adiamento da decisão ou alongamento do fluxo de investimentos. Startups que já estejam em situação de caixa muito difícil podem sofrer bastante”, afirma.

Entretanto, existe um fator que deve evitar o desaparecimento de muitas construtechs e proptechs: “Imagino que a crise não terá grande reflexo na taxa de mortalidade, já que boa parte das startups está no início da jornada e ainda não necessita de volume. Elas começam com poucos clientes e encontrá-los deve continuar sendo possível”, garante o especialista.

Para finalizar, Loreto crê que no médio e longo prazo – em função da alta utilização de tecnologia – algumas startups podem se beneficiar das novas relações que estão sendo estabelecidas devido à crise: “Resistências a certas tecnologias estão sendo quebradas pela necessidade”.

O que é e como funciona uma startup?

Startups são empresas - geralmente de tecnologia - que ainda não alcançaram seu desenvolvimento por completo. Estas companhias se encontram em uma fase emergente, muitas vezes de pesquisa ou no início da operação no mercado.

Qual o conceito de Startup?

Em inglês, o termo significa dar início a algo. Dentro do mercado, representa jovens empresas que buscam inovar em qualquer área ou ramo de atividade, procurando sustentar um modelo de negócio escalável e repetível.

O que é proptech?

Proptech (property technology) é o acrônimo utilizado para descrever todas as tecnologias aplicáveis ao espaço do mercado imobiliário em todas suas fases, do planejamento às vendas, bem como na execução da obra etc. Por ser mais amplo, o termo proptech abarca também o conceito de construtech.

Quem são as proptechs?

São as startups que atuam com tecnologia para “Property” (propriedade). Ou seja, que utilizam diferentes tecnologias para oferecer serviços inovadores na compra, venda e gestão de empreendimentos.

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