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Fintech e construtora industrial inovam no mercado de loteamentos

Solução busca atender nova realidade financeira dos consumidores durante a crise econômica

29/04/2020
Por Daniel Caravetti

A situação atípica vivida pelos brasileiros nas últimas semanas tem alterado o cenário econômico nacional. Cercado de insegurança, o consumidor tem retido as despesas; consequentemente, houve queda no apetite do mercado. Nestes momentos, empresas que buscam sobreviver em meio à crise devem ser criativas para desenvolver novas estratégias de venda que se ajustem à realidade da clientela atual.

Devido ao isolamento social, evidentemente, as companhias que já digitalizaram a jornada de compra estão mais aptas a resistir ao período de recessão. De acordo com Guilherme Bruno, fundador da Homelend, fintech de crédito imobiliário, os indicadores da empresa mostram uma pequena redução no interesse de consumidores que buscam imóveis online, mas um aumento na qualidade dos mesmos.

“Após a primeira qualificação, há mais clientes bons, que são aqueles que se interessam por imóveis compatíveis à sua persona e realidade financeira. Existe um match”, diz. Mesmo assim, o executivo revela que o final do ciclo de compra foi afetado, havendo queda de 93% na assinatura de contratos de financiamento: “Há muitos clientes refratários a abrir mão da reserva e assumir o maior compromisso de sua vida”.

Neste panorama, a Homelend, em parceira com a TecVerde Engenharia, empresa especializada em construção industrializada, desenvolveu um novo produto financeiro para o mercado de loteamentos, que vem sofrendo com a renegociação de contratos durante a crise. Segundo Bruno, a incidência de ligações com essa finalidade tem sido 50% maior no caso de terrenos do que em empreendimentos verticais.

Produto desenvolvido

O produto se trata de um financiamento no formato de aluguel com opção de compra, no qual o cliente aluga a casa por três anos por um preço superior ao real valor de locação da mesma, mas que já representa grande parte da parcela de entrada do imóvel. A opção evita a duplicidade de despesas para o comprador, que no formato tradicional teria de arcar com o aluguel de sua residência atual e com a entrada da casa ou terreno que está adquirindo.

Bruno lembra que, por conta do baixo índice de poupança no Brasil, o valor de entrada nos financiamentos sempre foi um problema na compra de imóveis: “Em média, a reserva de um brasileiro que pretende comprar um imóvel com valor entre R$ 300 mil e R$ 500 mil é inferior a dois salários mensais dele. Este é outro problema que tentamos superar com essa nova alternativa”.

 Para o modelo de financiamento se tornar viável e a duplicidade de despesas para o comprador ser evitada, existe a necessidade de construir a casa desejada pelo cliente em um curto período de tempo. Por isso, a atuação da Tecverde na parceria é essencial, uma vez que a industrialização do processo construtivo é o que acelera a entrega da residência.

“Vimos que nossa tecnologia é capaz de construir uma casa em menos de um mês. Aliando isso a um financiamento digital, pouco burocrático e com custo competitivo, permitimos que, no mesmo mês, uma pessoa saia do aluguel e se mude para uma casa no lote que escolheu, sem acumular despesas. É hora de somar forças com empresas que estão do nosso lado para sair dessa crise mais fortes”, diz o co-fundador e CEO, Caio Bonatto.

O líder da Tecverde lembra que a opção de crédito é válida tanto para quem ainda não possui o terreno quanto para quem já o possui, mesmo que ainda não seja quitado: “O crédito é realizado em conjunto e caso parte do terreno já tenha sido paga, o valor é abatido do financiamento total de lote e casa”.

“É uma solução imobiliária, uma forma criativa de enfrentar a crise que serve – até mesmo – para quem pensa em distratar o lote. Não existe risco de construção para o comprador, que não arca com custos extras e não perde tempo”, completa.

A empresa, inclusive, já construiu casas-modelo em alguns loteamentos. Nestes casos, o adquirente pode mudar o quanto antes, utilizando justamente o formato de aluguel com opção de compra.

Risco de distrato?

O método utilizado pela Tecverde ainda elimina os riscos de distrato, como explica Bonatto: “Este problema existe na compra de um imóvel na planta, antes de acontecer o repasse com o banco. Neste caso, não ocorre distrato, pois o financiamento tem início a partir do momento em que o imóvel está pronto”.

O fundador da Homelend também explica como a empresa tem evitado o mesmo problema: “Mitigamos o distrato através de contratos sob o sistema financeiro nacional. Ali não existe distrato, nem hipersuficiência. É uma relação simples: se não houver juros, o banco não vive. Aliás, é proibido não cobrar juros”, reitera Bruno.

SmartusPlay

O novo produto desenvolvido por Guilherme Bruno e Caio Bonatto foi compartilhado durante edição do SmartusLive do último dia 9. O painel de discussão online, que também abordou outros temas, está disponível na íntegra no SmartusPlay.

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