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Tecnologias disruptivas ainda não chamam atenção do setor imobiliário

Pesquisa mostra que apenas 2% utiliza blockchain e 7%, inteligência artificial

23/4/19

Uma pesquisa realizada com 300 construtoras do mercado imobiliário brasileiro revela que as tecnologias disruptivas ainda não recebem atenção dos players nacionais, salvas poucas exceções.

Entende-se por tecnologia disruptiva aquela que rompe com padrões já estabelecidos no mercado, alterando o modo de planejar, produzir ou gerenciar uma obra, com efeitos diretos sobre o cliente – seja por menores custos ou melhor experiência com o produto. Nesse grupo estão inovações como a inteligência artificial, IoT (internet das coisas), blockchain e impressão 3D, dentre outras.

O resultado da pesquisa mostra que os softwares mais utilizados no mercado imobiliário são voltados ao planejamento (61%), à gestão empresarial (55%) ou à gerência de projetos (53%). Ferramentas de marketing digital também têm recebido maior atenção (48%), em linha com o avanço da internet aos consumidores.

Na lista das proptechs, as menos utilizadas são os processos de blockchain (2%), a exploração da inteligência artificial nas diferentes etapas do projeto (7%), a obtenção, o armazenamento e a estruturação de dados em massa – big data (8%), e aplicativos de realidade aumentada (13%).

Também integra a lista das menos utilizadas o BIM (Building Information Model), sistema que reúne todas as características de uma edificação real, porém virtualmente, com 16%. Os drones ganharam espaço nos últimos anos e fazem parte da rotina dos projetos de 28% das empresas consultadas.

Os dados são de um levantamento feito pela EnRedes.

Análise

Os percentuais podem ser interpretados de algumas formas. Se por um lado a maioria das incorporadoras já aderiu à tecnologia para melhorar o planejamento e a gestão dos projetos, por outro ainda há muita defasagem no aproveitamento de dados e processos que podem melhorar a experiência do consumidor.

Especialistas em tecnologia e profissionais com atuação no setor imobiliário são unânimes ao analisar que se trata de um dos segmentos mais atrasados em aglutinar as novas soluções disponíveis aos negócios.

Na opinião do diretor executivo da Smartus, Guilherme de Mauro, a adesão mais lenta à tecnologia se explica pelo ciclo mais longo de retorno dos empreendimentos imobiliários. “Um loteamento, por exemplo, pode levar até 10 anos para dar retorno ao investidor, então é mais difícil arriscar, inovar”, pondera.

Outro motivo é o alto custo de implantação que havia até pouco tempo atrás. “Há 2 ou 3 anos, o encarecimento de um projeto devido à inclusão de mecanismos tecnológicos tornava essa possibilidade inviável, apenas para projetos de alto padrão”, finaliza.

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