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Veja por que a tecnologia é a maior aliada na gestão dos projetos imobiliários

De ponta a ponta, sistemas permitem a obtenção de informações vitais e integração com ERPs

Henrique Cisman

19/10/2020

Um dos termos mais utilizados quando o assunto é desenvolvimento imobiliário é “gestão do projeto”. Há pelo menos dez ou quinze anos, empresas de incorporação, construção e engenharia têm à disposição uma série de ferramentas para auxiliar neste processo, com destaque para os ERPs (Enterprise Resource Planning).

Para entender exatamente como a tecnologia é aplicada em cada etapa do empreendimento, a Smartus entrevistou Cleber Francischini, product owner da Mega Sistemas Corporativos. Segundo o especialista, a gestão de um projeto compreende desde a aquisição do terreno e se estende em todas as etapas seguintes até a conclusão da obra. 

“É necessário olhar para toda a cadeia de produção de forma integrada. A empresa precisa saber, por exemplo, se as vendas apresentam o resultado esperado e se elas podem ser financiadas para que haja fluxo de caixa suficiente para suprir toda a etapa de obras”, afirma o executivo.

Embora o ERP seja basilar para que haja uma boa gestão dos projetos, softwares complementares são cada vez mais utilizados para oferecer controle e agilidade nas operações inerentes à construção civil. 

“A Mega possui uma cadeia de sistemas que atende toda a jornada de construção e incorporação de um empreendimento, desde a viabilidade até a conclusão dele”, aponta Francischini. 

O executivo destaca a plataforma de vendas 100% online, um aplicativo para atendimento ao cliente, outro para cruzar e centralizar todas as operações internas que exigem aprovação, um sistema para elaboração de orçamentos em projetos com BIM, outro para gestão dos recebíveis, e, ainda, um software de planejamento estratégico que acompanha todo o ciclo do empreendimento, cruzando indicadores para mostrar se o resultado condiz com o esperado inicialmente. 

“Tudo isso é trabalhado de forma integrada e gera resultados que apoiam a gestão dos projetos e a tomada de decisão”, completa.

Para Francischini, o foco no desenvolvimento de aplicativos e sistemas que atuam nas pontas foi adotado nos últimos três ou quatro anos. “Toda essa gama de produtos atende incorporação, engenharia, construção e loteamentos. A proposta é criar soluções que envolvam todos os processos da empresa”, diz.

Diante da infinidade de soluções presentes no mercado, o especialista também destaca a importância de possibilitar a interconexão de sistemas. “Temos APIs caso o cliente utilize outro produto e queira integrá-lo com os nossos”.

Que tipos de ganhos os sistemas oferecem?

De acordo com Francischini, na etapa de lançamentos e vendas, o aplicativo Vimob permite realizar todo o processo – da captação dos leads à assinatura do contrato – em poucos dias. “Uma loteadora lançou 800 unidades e conseguiu vender praticamente 100% dos imóveis em um único final de semana”, afirma.

Outro ponto de destaque é a solução de fechamento contábil: “As empresas precisam gerar resultados de forma rápida para os investidores. Hoje, a Apropriação Imobiliária Societária da Mega consegue reduzir o prazo para cerca de cinco dias, enquanto antes isso poderia levar até um mês”, conta o executivo.

Com o aplicativo Approvo, as construtoras conseguem reduzir o tempo de aprovação em atividades internas, pois ela pode ocorrer a qualquer hora e de qualquer lugar a partir do acesso ao sistema. Na orçamentação, a agilidade chega a ser de 75% do tempo em relação aos métodos convencionais.  

Desafios na implementação

Segundo Francischini, não basta contratar os sistemas se a empresa não estiver preparada para a introdução no dia a dia; neste caso, a construtora terá um custo extra, somente. 

“É preciso pensar na implementação da tecnologia antes de contratá-la. Todas as informações geradas devem se entender. O pior cenário é ter essas informações em sistemas desacoplados que não fornecem o que a empresa precisa saber: se o empreendimento é rentável ou não e o que é preciso fazer caso haja algum desvio”.

Para o especialista, é importante que haja alinhamento dos processos, de modo que se elimine qualquer risco. “É necessário entender como os diferentes processos irão ocorrer na empresa e como eles serão integrados de forma a gerar resultados que possam ser acompanhados. Dependendo da complexidade de análise, o apoio de uma consultoria para ajudar na tomada de decisão”, completa. 

Segundo o executivo, ainda hoje há um pensamento comum no setor de que os softwares são caros, mas isso está longe de ser realidade atualmente. “Quando não existe um sistema de gestão, fica difícil controlar, centralizar e mensurar os resultados. Muitas vezes, o gasto é maior analisando operações isoladas do que contratando um sistema que centraliza as informações”, compara. 

“A empresa precisa encontrar soluções que se adequam ao seu tamanho. Hoje, não vemos como ter sucesso sem o apoio da tecnologia”, finaliza Francischini.

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