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Visualização virtual de imóveis antecipa vendas e reduz custos

Utilizando tecnologia de jogos, a curitibana AZUBA simula experiências reais para o comprador de um imóvel

24/03/2020
Por Daniel Caravetti

Capaz de simular sentidos reais do usuário, a realidade virtual (VR) e os games interativos são tecnologias de interface que vêm sendo adotada, principalmente, pelo segmento de entretenimento. Entretanto, outros mercados, como o imobiliário, também podem ser beneficiados com a inovação, que pode antecipar vendas e reduzir custos no setor, de acordo com o engenheiro civil e fundador da AZUBA, Joel Stival.

A empresa, fundada em 2016 e com sede em Curitiba, desenvolveu visualizações interativas de imóveis utilizando tecnologia de games. A plataforma substitui a demonstração tradicional, excluindo a necessidade de um imóvel decorado no stand de vendas.

“Apenas com um notebook e um óculos de VR ou um joystick, é possível ter uma experiência imersiva no imóvel. Isso permite que incorporadores apresentem e comercializem o empreendimento antes do início das obras. Portanto, desde o pré-lançamento, durante uma possível fase de licenciamento, as vendas podem começar, o que antecipa a entrada de receita”, diz Stival em entrevista à Smartus.

Além disso, a decoração virtual pode reduzir custos para o incorporador, uma vez que o trabalho realizado pela AZUBA pode ser aproveitado para outras necessidades: “A parte mais pesada do nosso trabalho é criar o cenário inicial, sendo que ele nos fornece material para fazer todas as imagens de divulgação, vídeos etc. Muitas vezes, isso é contratado de maneira separada e aumenta os gastos”, explica.

Em relação à experiência do usuário, Stival garante que a realidade virtual proporciona a mesma liberdade para o comprador do imóvel do que uma visita física, uma vez que a pessoa pode caminhar dentro do empreendimento em tamanho real, interagir com os objetos, personalizar acabamentos conforme o seu interesse e desfrutar da vista real do imóvel.

“No fundo, é um game 3D, mas sem fases, objetivos, inimigos. O usuário tem liberdade de olhar o que ele quiser, como para fora da janela ou embaixo da mesa, e isso pode ser feito em diferentes andares, o que ajuda na escolha do consumidor”, complementa o especialista.

A tecnologia é moldada e replicada a partir do projeto arquitetônico solicitado, normalmente através de BIM (Building Information Modelling). De acordo com o fundador da AZUBA, há clientes que contratam um designer de interiores para escolher a decoração, mas isso pode ser feito pela própria startup – o valor do serviço é calculado em horas técnicas e convertido em R$/m².

Vale lembrar que a visualização virtual de um imóvel decorado depende de um computador de alta performance e dos óculos de VR, que podem ser adquiridos pelas incorporadoras de diferentes formas: “Disponibilizamos o aluguel de nossos óculos para os clientes, mas, dependendo da utilização, a compra vale a pena”, ressalta Stival.

Outras tecnologias

Entretanto, essa é a única tecnologia de visualização oferecida pela AZUBA que exige o equipamento. Além da realidade virtual, a empresa oferece a produção de imagens, vídeos, tour 360º e maquetes em realidade aumentada. Todos esses serviços são disponibilizados em links inseridos nos próprios sites das incorporadoras.

“Quanto antes entramos no projeto, mais produtivos nos tornamos, desenvolvendo diversos materiais. O tour 360º também permite a circulação virtual no empreendimento e a maquete em realidade aumentada pode ser projetada através da tela de um tablet ou celular”, afirma Stival.

Maquete de realidade aumentada projetada na tela de um celular

Atuação

Atualmente, a região Sul do Brasil é o principal mercado da Azuba, que pretende expandir sua atuação para todo o Brasil, uma vez que não existem restrições de distância, de acordo com seu fundador: “Conseguimos fazer um atendimento remoto, atualizar o modelo e resolver problemas técnicos pelo computador”.

O engenheiro ainda lembra que o foco da empresa são empreendimentos residenciais: “Nossa atenção é voltada ao segmento residencial, já que o imóvel decorado tradicional tem origem nele. Nosso primeiro trabalho de VR foi para apartamentos com mais de 400 m². Como seria possível em uma demonstração tradicional?”, questiona.

Mercado tradicional

Em relação ao conservadorismo do setor de construção civil, o fundador da AZUBA revela que existem incorporadoras resistentes à adoção de novas tecnologias, como a realidade virtual: “O nosso mercado é bem tradicional, então muitas empresas ainda ficam ainda receosas, desconfiadas em investir em novas técnicas sobre as quais não há números para comparação. Mas, de modo geral, o setor tem se mostrado aberto conforme contratos são fechados e os resultados aparecem”.

Joel Stival é nome confirmado no Smartus Proptech Summit 2020.

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Foto: Adam Patrick Murray/IDG

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