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Por que o crowdfunding é uma boa alternativa de financiamento imobiliário

Menor burocracia e crédito nas primeiras etapas do projeto são vantagens do modelo

19/3/19

Bastante aplicado em campanhas sociais e projetos beneficentes, o crowdfunding passou a fazer parte das opções de financiamento de empreendimentos imobiliários, desenvolvendo-se rapidamente ao longo dos últimos anos no Brasil e no mundo – de R$ 800 milhões movimentados em 2010 para R$ 34 bilhões em 2017.

Para Francisco Perez, head de investimentos da Glebba, empresa que opera crowdfunding no Brasil, a modalidade se destaca porque permite aproximar, de forma simplificada e desburocratizada, os investidores aos empreendedores, ofertando taxas atrativas e portfólio diversificado.

“Um dos grandes diferenciais desse tipo de financiamento é o engajamentos dos participantes na economia compartilhada, que permite aos integrantes se conectarem sem a necessidade de intermediários”, afirma. Essa praticidade, aliada à segurança do investimento, torna o crowdfunding cada vez mais popular.

Como funciona?

É comum que loteadoras e incorporadoras necessitem tomar crédito para construir seus empreendimentos, porém, nas primeiras etapas do projeto, logo após o lançamento, as empresas ainda não dispõem dos recursos necessários para iniciar a obra, dada a burocracia dos empréstimos obtidos junto aos bancos.

Assim, o empreendedor pode manifestar interesse de arrecadar crédito via crowdfunding. Na Glebba, após o contato inicial, é feita análise jurídica e mercadológica, bem como se verifica a viabilidade financeira do negócio. Se aprovado pelo comitê de planejamento, é dada sequência com recolhimento de informações documentais e contábeis para elaboração do contrato de captação.

De acordo com Perez, somente 1 a cada 20 projetos é aprovado pela curadoria da empresa, ou seja, 5% do total.

Quando pode ser utilizado?

Embora possa entrar em qualquer etapa do projeto, o crowdfunding é mais utilizado nas fases iniciais. “Ele se encaixa perfeitamente na etapa pós-lançamento para cobrir a exposição de caixa no período da obra no qual os riscos estão minimizados”, explica Perez.

Outro ponto é que os projetos podem arrecadar somente R$ 5 milhões, captação máxima para crowdfunding de acordo com a Instrução 588 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão que regula a prática no Brasil.

Mesmo assim, a modalidade já tem boa entrada no mercado nacional. “Podemos citar o empreendimento Canions Residence Marine, em Piranhas/AL, que teve sua exposição de caixa financiada pela Glebba”, exemplifica o head de investimentos da empresa.

Qual a diferença para os FII?

Crescente no mercado brasileiro, os Fundos de Investimento Imobiliário (FII) tem como objetivo principal gerar renda de forma recorrente aos cotistas, ao passo que o crowdfunding toma o empréstimo visando “um upside [para o investidor] ao final do período de construção do empreendimento”, esclarece Francisco Perez.

“[No crowdfunding], o investimento está condicionado apenas ao valor de venda do m², eliminando todos os demais riscos inerentes à atividade”.

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