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Notícias

Líderes têm papel fundamental na nova dinâmica do setor

Pandemia antecipa transformação digital nas incorporadoras e home office aumenta desafios de comunicação

Henrique Cisman

12/10/2020

A pandemia do novo coronavírus agravou os desafios para os líderes das empresas, inserindo no rol de preocupações maneiras de manter os colaboradores motivados e produtivos diante da mudança repentina do escritório para o lar. Pela concepção tradicional do home office, a empresa deve dar todo o suporte para que os funcionários tenham condições de exercer as atividades em casa, algo que foi inviável devido ao caráter emergencial da transição. 

Passados quase sete meses desde que a quarentena foi adotada em todo o país, esta semana o Ministério Público do Trabalho publicou nota técnica com dezessete recomendações sobre os requisitos que as empresas devem atender para que os colaboradores se mantenham em regime de teletrabalho, como preservação da intimidade, pausas para descanso e suporte em relação à infraestrutura.

“O home office atual é uma adaptação para dar continuidade às atividades do trabalho, muitas vezes feita de forma improvisada e sem a estrutura adequada. De repente, as equipes estão em casa, em uma rotina completamente nova e nunca experimentada anteriormente”, contextualiza Iramaia Beltrame, diretora de Aquisição de Talentos da Global Talent. 

“As equipes sumiram dos olhares dos líderes e a lógica de gestão comando-controle, que já estava em declínio, hoje não faz mais sentido.
Sem o contato presencial, o grande desafio é influenciar os colaboradores de longe, no ambiente virtual. Não há muita experiência para essa prática, por isso é preciso criar novos hábitos e soluções”, aponta a especialista.

Uma vez que o contexto é totalmente novo, acrescenta a executiva, mais do que nunca a liderança precisa ser humanizada, incentivar o trabalho colaborativo e se pautar pela empatia, confiança e compreensão de que todos estão fazendo o melhor que podem.

Neste sentido, clareza e transparência na comunicação são mandatórias para cativar os liderados. “Um estudo da Harvard Business Review apontou que 70% dos funcionários se sentem mais engajados quando a liderança comunica a estratégia e os atualiza constantemente. O líder precisa deixar claro para onde a companhia está caminhando, mesmo que não tenha todas as respostas para dar”, afirma Beltrame. 

Para a especialista, na nova dinâmica do mercado imobiliário, como também de outros setores, é necessário romper barreiras hierárquicas e descentralizar a tomada de decisão. “Permitir que os funcionários falem o que pensam e contribuam com ideias é fundamental; incluir as pessoas nas decisões que as afetam dentro da empresa ajuda a engajá-las e certamente melhora o desempenho como um todo”. 

Liderança e transformação digital

Se antes a transformação digital era assunto para um prazo entre três a cinco anos, a pandemia acelerou os processos de digitalização do setor imobiliário. “Com o isolamento social, boa parte da empresas recorreu à tecnologia para driblar a crise e atenuar a queda de receita. Embora o segmento tenha um perfil mais conservador, várias empresas tiveram que mudar o mindset para criar alternativas de comunicação com o cliente”, avalia a diretora da Global Talent. 

Neste contexto de inovação, cabe ao líder apontar a direção a ser seguida tanto na gestão do dia a dia da empresa como na previsão dos novos caminhos a serem tomados pela organização. “A diferença é que, agora, o líder conta com um poder de alcance e execução muito maior, pois tudo pode ser mensurado”, diz Beltrame.

Apesar das ferramentas à disposição, não é tarefa das mais simples encontrar líderes que saibam conduzir as incorporadoras, construtoras e imobiliárias para o sucesso diante de tantos desafios. 

“Recrutar um executivo em posição de liderança exige um olhar crítico e apurado. Contar com o apoio de uma consultoria especializada permite que o processo seja conduzido de forma imparcial, levando em consideração as competências técnicas e as habilidades interpessoais deste profissional, características que podem levar ao sucesso ou ao fracasso do negócio”, encerra a especialista.

 

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