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Impressão 3D pode solucionar déficit habitacional no Brasil

Baixo custo do processo democratiza acesso à moradia

6/5/19

É comum que a implantação de tecnologia nos projetos imobiliários aumente os custos de produção e encareça o produto final, reduzindo a parcela de consumidores financeiramente aptos a comprar um imóvel. Não é o caso, porém, quando falamos das impressoras 3D. Embora exija alto investimento na aquisição dos equipamentos, em larga escala essa tecnologia barateia o processo.

Isso acontece devido à soma de fatores como a necessidade de menos trabalhadores no canteiro de obras e baixo custo da matéria-prima, a qual resulta da combinação de materiais como areia, pedra, massa de vidro reciclado e diversos resíduos da própria construção civil. O uso da impressão 3D pode economizar até 60% de insumos utilizados no empreendimento em relação à alvenaria.

Outra vantagem é o menor tempo para execução da obra. Projetos experimentais pelo mundo mostraram casas sendo concluídas em menos de 24 horas, e já há casos de prédios de pequeno porte erguidos integralmente com impressoras 3D.

A tecnologia caminha a passos lentos no setor imobiliário brasileiro, porém surge como boa solução para a questão do déficit habitacional que atinge quase 8 milhões de famílias. Para exemplificar, protótipos construídos nos Estados Unidos tiveram valor de venda estimado em US$ 4 mil no ano passado, equivalente a cerca de R$ 15 mil na cotação atual da moeda americana.

Mesmo se os preços praticados no mercado brasileiro forem maiores do que o anunciado no experimento (até por se tratar de uma iniciativa em parceria com uma ONG que visa o fim do déficit habitacional mundial), devem ser menores do que as opções disponíveis atualmente, em programas como o Minha Casa, Minha Vida.

As unidades já construídas pelo mundo dispõem de quarto, sala, banheiro e cozinha, podendo ter varanda e quintal. Players estrangeiros do setor imobiliário notaram que a qualidade do produto é satisfatória, até por se tratar de um padrão industrial de construção.

A impressão 3D oferece ainda maiores possibilidades de inovação arquitetônica, com desenhos que fogem das criações da arquitetura tradicional. A agilidade e o baixo custo para imprimir maquetes e avaliá-las antes do início da obra facilitam a vida de arquitetos e engenheiros, estreitando a relação com o cliente.

Fora o elevado custo de implantação, a tecnologia 3D requer qualificação da mão de obra brasileira e uma transição cautelosa devido ao provável fechamento de postos de trabalho. Não se pode ignorar o momento ruim da empregabilidade no País, principalmente no setor da construção civil.

Startups brasileiras desenvolvem há alguns anos impressoras próprias para o setor, porém é difícil saber em que momento as construtoras vão investir nessa tecnologia.

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