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Em alta, mercado de galpões avança para o interior de São Paulo

Centro Logístico Rio Claro opera com taxa de vacância inferior a 5% e vai entregar 18 mil m² em setembro, segundo CEO

Henrique Cisman

08/09/2020

O segmento de galpões industriais e logísticos continua crescendo no Brasil mesmo com a pandemia do novo coronavírus. As altas taxas de ocupação e a escassez de áreas nas proximidades de São Paulo têm impulsionado este mercado para o interior, em cidades estrategicamente localizadas para as empresas.

Um dos exemplos de sucesso é o Centro Logístico Rio Claro (CLRC), onde a taxa de vacância atual está abaixo dos 5%, de acordo com o CEO Belmir Menegatti. Apenas para efeito de comparação, a vacância média em galpões industriais e logísticos A+ e A no Estado de São Paulo foi de 18,56% ao final do 2º trimestre, segundo levantamento feito pela SiiLa Brasil. 

Apesar do peso do e-commerce desde o início do isolamento social, o segmento já apresentava forte alta antes da pandemia. “Isso se deve, principalmente, à busca pela qualidade e segurança oferecidas pelos centros logísticos – e o Brasil avançou muito na qualidade dos galpões. Esses fatores são fundamentais para o crescimento das locações neste mercado”, avalia Menegatti.

Diante da ocupação plena em 2019, o Centro Logístico de Rio Claro iniciou em agosto do ano passado a construção de mais 10 mil m². O espaço foi entregue em dezembro e alugado em janeiro pelo Grupo CBB. “Em fevereiro, já com a pandemia chegando ao Brasil, mantivemos nosso planejamento e iniciamos a construção de mais um bloco, este com 18 mil m², que vai ser entregue agora, em setembro”, afirma o CEO do CLRC. 

Menegatti revela que há conversas em andamento e que pelo menos parte do novo bloco deve ser locada ainda em 2020. “Quanto mais próximo de um grande centro como São Paulo, mais as áreas vão sendo ocupadas, ficam escassas e o custo se torna mais elevado. Como é um segmento que está crescendo, o cliente vem para o interior do Estado, onde o custo é mais baixo – de área e de construção -, o que reflete no preço final”, pontua o executivo.

Outro fator a ser comemorado pelos players é o baixo índice de renegociação de contratos, diferente, por exemplo, do que ocorreu com os shoppings. “A maioria dos clientes não foi afetada. As empresas da área de alimentos apresentaram um crescimento fantástico, de 30% a 40% na demanda a partir do início da pandemia. Já as empresas do varejo estavam preparadas para o e-commerce, que cresceu muito neste período”, diz Menegatti.

Diferenciais e planos de expansão

Segundo o executivo, somente a demanda não é suficiente para o sucesso dos empreendimentos do setor. Ele destaca, primeiramente, a localização. “Em nosso caso, temos o privilégio de estarmos no centro do Estado de São Paulo, o que facilita muito a logística para todos os lados”. 

O CLRC fica a 7 km da Rodovia Bandeirantes, a 8 km da Rodovia Anhanguera, a 500 metros da Rodovia Washington Luís e a 4 km do centro de Rio Claro, o que ajuda, também, no deslocamento dos funcionários das empresas. Ainda, a unidade está próxima do Aeroporto de Cargas de Viracopos, em Campinas (90 km). 

O executivo assinala outros fatores importantes, como amplo pátio de manobras e estacionamento para caminhões e carretas, pé direito alto (mínimo 12 metros), estrutura para trocas constantes de ar no ambiente, iluminação em LED para economizar nos gastos com energia, docas a cada 700 m² e niveladores de docas com capacidade mínima de seis toneladas – no CRLC, suportam até 9 Ton.

Espaço interno em um dos galpões do complexo Centro Logístico Rio Claro, no interior de São Paulo.

“A qualidade da construção também é fundamental. Os novos galpões, principalmente, estão sendo construídos em concreto protendido – isso também dá outra segurança, outra aparência para o empreendimento, o que ajuda bastante para ter a preferência do cliente”.

Toda essa estrutura, entretanto, não justifica, por si só, o alto índice de retenção dos clientes. “A preocupação que temos com o inquilino é fundamental para alcançar os atuais níveis de vacância, que são extremamente fora da curva de mercado. Desde que começamos, em 2002, nunca nos comportamos como locador, mas, sim, como usuários. Isso é um grande diferencial para a retenção de empresas que estão conosco há mais de 10 anos”. 

Com quase 70 mil m² construídos, o Centro Logístico de Rio Claro tem outros 35 mil m² aprovados para expansão, com entrega prevista para os próximos dois anos. “No Brasil, o mercado de centros logísticos é um tanto novo se comparado aos Estados Unidos e à Europa. Aqui começou um pouco mais tarde, mas avança rapidamente. Acreditamos muito neste segmento”, finaliza Menegatti.

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