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FIIs voltam a atrair investidores e ofertas atingem R$ 9,2 bi em 2020

Novo corte na Selic de 0,75 ponto percentual pode fomentar ainda mais os fundos imobiliários

23/06/2020
Por Daniel Caravetti

Diante de um cenário de pandemia, recessão econômica e insegurança, o mercado de ações têm sofrido com muita volatilidade. Enquanto isso, os fundos de investimentos imobiliários (FIIs), no comparativo com outros ativos de renda variável, têm mostrado maior estabilidade, principalmente por trabalharem com ativos reais, os imóveis.

O boletim mensal da B3 (Brasil, Bolsa e Balcão) de maio mostra que o volume de ofertas públicas já chega a R$ 9,2 bilhões neste ano, o que já representa 41% do total de 2019. Vale lembrar que o ano passado dobrou o valor em relação a 2018. Veja o gráfico, que também mostra o número de ofertas.

Elaboração: B3

Maio também registrou a décima segunda alta consecutiva em relação ao patrimônio líquido dos FIIs, mesmo com uma queda no valor de mercado nos meses de fevereiro e março, estimulada pela incerteza do início da pandemia. Isso mostra que os fundos imobiliários têm sido capazes de gerar renda para os investidores, ainda que num cenário adverso. Confira.

Elaboração: B3

Após as duas baixas consecutivas citadas, o valor de mercado apresentou recuperação nos dois últimos meses, o que mostra que aumentou a demanda pelas cotas de fundos imobiliários neste período. Em maio, inclusive, o número de investidores, na sua maioria pessoas físicas, mostrou variação positiva de 3,6%, alcançando a quantidade recorde de 848 mil investidores.

Elaboração: B3

Queda da Selic

Importante mencionar que o oitavo corte consecutivo da Selic – o segundo seguido de 0,75 ponto percentual – deve impulsionar ainda mais os investimentos em renda variável, como os FIIs. A decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) foi tomada em reunião realizada no último dia 17 e confirmou as expectativas do mercado, reduzindo a taxa básica de juros de 3% para 2,25% ao ano.

Neste caso, os investimentos em renda fixa ficam ainda menos atrativos. Os ganhos da poupança, por exemplo, vão cair dos atuais 2,10% ao ano (0,17% ao mês) para 1,58% ao ano (0,13% ao mês), segundo cálculo da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade).

Na contramão, ativos de renda variável seguem ganhando espaço e a realocação de portfólio por parte dos investidores deve ser ainda mais intensa. Para os perfis mais conservadores, que costumam aplicar na renda fixa, a compra de cotas de fundos de investimentos imobiliários aparece como alternativa, uma vez que se tratam de ativos mais seguros. Em raciocínio semelhante, a compra de imóveis também pode ganhar força como modalidade de investimento.

De toda forma, a principal estratégia por trás do corte da Selic é incentivar o barateamento do crédito por parte das instituições financeiras, o que pode estimular a produção e o consumo, aquecendo a economia. Banco do Brasil e Itaú, por exemplo, já realizaram o repasse e reduziram as taxas de juros para linhas de crédito de pessoas físicas e jurídicas a partir desta segunda-feira (22).

Para o mercado imobiliário, o cenário abre espaço para uma nova queda nos juros dos financiamentos à produção e para clientes. Vale destacar, entretanto, que os juros já se encontram em patamares historicamente baixos e o panorama não deve ser modificado radicalmente daqui em diante.

Indústria de fundos

Mesmo com resultados otimistas quanto aos fundos imobiliários registrados na B3, outro levantamento mensal, realizado pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), mostra que, no geral, a indústria de fundos não apresentou a mesma recuperação.

O mês de março foi o terceiro consecutivo a registrar saída líquida de recursos, desta vez, de R$ 14,9 bilhões. Ainda que a onda de resgates não tenha sido interrompida, o resultado mensal foi superior ao registrado em abril, que teve saída de R$ 86 bilhões. No total, este ano acumula resgate de R$ 74,1 bilhões.

A classe ações manteve entrada líquida de recursos, assim como vem ocorrendo desde janeiro de 2019. Entretanto, o valor tem diminuído e quase foi nulo em maio. Enquanto isso, a classe multimercados voltou a apresentar captação líquida positiva, após uma enorme baixa em abril. Veja o gráfico.

Elaboração: Anbima

Quanto à renda fixa, os investimentos sofreram saída líquida em maio de R$ 11,9 bilhões. Apesar do resultado ainda ser negativo, é inferior ao registrado nos dois meses anteriores, quando apresentou resgate líquido de R$ 57,3 bilhões e R$ 41,8 bilhões, respectivamente. No ano, a renda fixa acumula saída de R$ 131,1 bilhões.

Outros dados disponibilizados pela associação revelam que as emissões do mercado de capitais registraram, em maio, uma captação de R$ 10,5, bilhões – queda de 68,8% em relação ao mês anterior. Foram realizadas 50 operações no total, a maior parte delas via Instrução 476. O total captado foi de R$ 126,1 bilhões, 6,7% maior que no mesmo período do ano passado, com R$ 118,2 bilhões.

Especificamente quanto aos fundos imobiliários, a Anbima indica que houve movimentação de R$ 1,2 bilhões e sete operações de novas ofertas durante o mês de maio.

O que são os fundos imobiliários?

Fundos de investimentos imobiliários (FIIs) são formados por grupos de investidores que reúnem seus recursos para que sejam aplicados em conjunto no mercado imobiliário. Tradicionalmente, o dinheiro é utilizado na construção ou aquisição de imóveis e administrado por um gestor que define onde ele será aplicado.

Qual o rendimento de um fundo imobiliário?

A alíquota cobrada sobre lucros obtidos com investimentos em fundos de investimentos imobiliários é de 20% e acontece no momento de venda das cotas por parte do investidor. Os FIIs pagam rendimentos variados de acordo com o desempenho dos imóveis que compõem a carteira do fundo.

Quando o FII paga dividendos?

A regulamentação que rege os fundos de investimentos imobiliários determina que ocorra semestralmente a distribuição de, no mínimo, 95% dos lucros recebidos. Esse processo é realizado na forma de rendimentos, que podem ser repassados mensalmente, ao final de cada semestre ou no final do ano para o investidor.

Qual o melhor fundo imobiliário?

De acordo com a Rico Investimentos, os melhores fundos imobiliários de 2019 foram: Iridium Recebíveis (IRDM11), Mogno Fundo de Fundos (MGFF11), XP Malls (XPML11), Vinci Shopping (VISC11), Hedge Brasil Shopping (HGBS11), SDI Rio Bravo Renda Logística (SDIL11), Fator Verità (VRTA11), CSHG Logística (HGLG11), XP Logística (XPLG11) e BTG Fundo de Fundos (BCFF11).

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Foto: The Motley Fool

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