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Entenda o que é coworking, coliving, mixed use e multipropriedade

Novidades ou não, modelos despertam dúvidas e interesse de consumidores e investidores

24/7/19

É chover no molhado dizer que as empresas precisam estar atentas às novas tendências para crescer ou se manter em posição de destaque no mercado – em qualquer mercado, não somente o imobiliário. 

Nos últimos anos, seja como tentativa de brigar com a crise econômica que atingiu o país, seja como iniciativa para se diferenciar da concorrência, modelos testados em países desenvolvidos foram trazidos para o Brasil e implementados no setor. Alguns obtiveram maior sucesso, outros menos, mas todos têm seu espaço e particularidades.

Em comum, está o fato de se beneficiarem dos novos comportamentos do consumidor, dos quais se destaca o privilégio da experiência em lugar da posse, um fator que ainda não se sabe se é fruto da vontade espontânea das pessoas ou da necessidade de minimizar e dividir custos, estar mais perto do trabalho, da faculdade, de centros comerciais e de saúde etc.

Neste artigo, trazemos as principais características de coworkings, colivings, empreendimentos de uso misto (mixed use) e multipropriedades. Confira a seguir:

Coworkings

Os coworkings deixaram de ser novidade há algum tempo. No Brasil, vêm crescendo de forma robusta há pelo menos 3 anos. São escritórios compartilhados caracterizados por reunir diversas empresas, ter boa infraestrutura, acesso à tecnologia e incentivar o networking entre as pessoas.

Dentre as vantagens competitivas do negócio, estão os menores custos incorridos no aluguel do espaço – já que a empresa paga apenas uma fração do escritório – e a flexibilidade proporcionada aos colaboradores. Cada vez mais, os coworkings têm entrado em imóveis residenciais, cafés e lojas. 

Colivings

Colivings nada mais são do que empreendimentos com áreas compartilhadas. Bons exemplos são os projetos voltados para idosos, chamados de senior living, e para estudantes, conhecidos por student housing. Neles, embora seja comum ter seu próprio quarto, os moradores dividem áreas como lavanderia, salas de jogos e estudos, cozinha, áreas de lazer.

Outra característica dos colivings é a localização privilegiada – no caso dos estudantes, próximos de estações de transporte público e universidades. A proposta do projeto é conectar o morador ao seu ambiente de convívio, reduzindo os custos mediante compartilhamento dos espaços e serviços.

Mixed use

Como explicita o nome, empreendimentos mixed use são aqueles que reúnem mais de uma função, de uso misto, ou seja, prédios que são tanto residenciais quanto comerciais, ou, como colocado acima, são residenciais com espaços de coworking.

Também não se trata de um modelo disruptivo, inovador, mas tem se beneficiado do avanço da economia compartilhada. Há cada vez mais incorporadoras abertas a misturar conceitos na criação de seus projetos. Futuramente, boa parte dos empreendimentos deve ser desse tipo.

Multipropriedade

Usualmente aplicado em hotéis, o conceito de timeshare chegou ao mercado residencial com o nome de multipropriedade, mas com algumas diferenças. Um imóvel – geralmente de luxo ou situado em destino turístico – é vendido fracionadamente para até 52 compradores, para preencher as 52 semanas de um ano. É permitido que um comprador adquira mais de uma fração. 

Os contratos são assinados separadamente com a incorporadora, registrados em cartório e se referem apenas às frações adquiridas. O comprador negocia a semana que pode utilizar, que também pode ser alugada, cedida ou vendida sem necessidade de anuência dos demais proprietários.

Dentre as vantagens, maiores receitas e liquidez por unidade para as incorporadoras e menor custo de aquisição para os compradores, que podem trocar a semana de uso por estadias em hotéis de empresas parceiras do empreendimento, mecanismo bastante praticado nesse mercado.

Ainda é impreciso afirmar que o modelo de multipropriedade terá sucesso e longevidade no setor, dada a forte concorrência com o tradicional modelo de hotelaria e mais recentemente com plataformas como o Airbnb. Mas é crescente a quantidade de projetos do tipo no Brasil.

Projeções da economia compartilhada

Os modelos acima têm em comum a economia compartilhada. Projeção realizada pela empresa de consultoria PwC indica que o segmento vai movimentar US$ 335 bilhões em todo o mundo em 2025 – mais de R$ 1 trilhão pela cotação atual do dólar. No Brasil, os modelos de negócios compartilhados têm potencial para responder por um terço do PIB no setor de serviços num período de 5 anos.

Se é uma onda passageira ou o início da nova realidade, talvez seja cedo para opinar. De toda forma, é notável o movimento de grandes empresas para não perder o timing. Onda ou não, ninguém quer naufragar futuramente.

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