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Em sites de busca, links orgânicos têm 15 vezes mais cliques do que anúncios

Cérebro tende a ignorar propagandas e se engajar em conteúdo

27/6/19

Foi-se o tempo em que marketing consistia em separar uma parcela do orçamento da empresa e comprar anúncios nos meios de comunicação. Com a invenção e a popularização da internet, a relação empresa-consumidor foi alterada, obrigando as companhias a repensarem a forma de se aproximar e conquistar o cliente.

Assim nasceu o marketing de conteúdo, uma estratégia que aproxima o consumidor a partir da construção de uma imagem da marca, alicerçada em oferecer informações, tirar dúvidas e apresentar soluções para o público – mesmo que aquele público sequer tenha percebido a necessidade de adquirir um produto ou serviço.

Um bom exemplo é a Uber, aplicativo de transporte urbano. De forma leve e didática, a empresa mostra – em algumas de suas campanhas – os elevados custos gerados por automóveis aos seus proprietários; quando percebem essa realidade, muitos vendem seus veículos e passam a se deslocar por outros meios, dentre os quais está quem? A Uber. Note que é apresentada solução a um problema que talvez nem houvesse sido percebido pelo cliente.

De acordo com o cofundador e diretor de marketing da Resultados Digitais, André Siqueira, produzir conteúdo gera reconhecimento e credibilidade, tornando a empresa referência no segmento em que atua. “Em uma jornada complexa, como na compra de um apartamento, é preciso preparar o cliente. Partir de pontos mais simples e genéricos para atrair e se conectar às pessoas”, explicou o especialista no RD On The Road São Paulo.

Para o cofundador da agência Rock Content, Vitor Peçanha, quando o marketing aposta no conteúdo, deixa de ser um anúncio ignorado e passa a ser o objeto principal da busca do internauta.

Em pesquisas no Google, em média, somente 1% a 2% dos usuários clicam em anúncios (links pagos), enquanto 30% clicam no primeiro link da busca orgânica (não patrocinado). Os números foram apresentados por Peçanha em sua palestra no RD On The Road São Paulo.

O especialista destacou a importância da psicologia para o marketing duradouro. “O público [contemporâneo] não consome a marca, mas o que ela representa. As pessoas gostam de boas histórias. Campanhas carregadas de emoção ativam o córtex pré-frontal do cérebro, aumentando o engajamento da audiência”, explicou.

Por outro lado, o cérebro cria um bloqueio – conhecido no marketing como banner blindness – para tudo aquilo que parece propaganda ou anúncio.

A abordagem emocional é comumente utilizada em campanhas para financiamento de entidades assistenciais – orfanatos, por exemplo. O texto “adote fulano com R$ 50” aproxima a criança órfã do doador, embora a quantia doada não seja direcionada exclusivamente para aquela criança, e sim para a entidade.

Trata-se do recurso conhecido como storytelling, ou a capacidade de contar boas histórias, da qual a Apple é uma das empresas de destaque, segundo Peçanha. “As pessoas compram celulares da empresa sem nem saberem ao certo o motivo”.

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