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De contratos a pagamentos, blockchain pode ser usado de várias formas

Mesmo assim, somente 2% das maiores construtoras brasileiras exploram essa tecnologia

3/5/19

Muitas pessoas desconhecem, mas há alguns anos vêm ouvindo falar de blockchain. Mais precisamente desde 2008, quando foi escrito o primeiro artigo sobre bitcoin (BTC). Sim, o bitcoin é uma moeda virtual que utiliza a tecnologia blockchain em sua essência, sendo mais conhecido do público.

De forma simples, o blockchain é uma rede digital de blocos encadeados, sendo cada bloco o abrigo de uma informação exclusiva. Para manter no exemplo do bitcoin, cada informação é uma transação financeira.

O que confere a cada bloco sua singularidade é uma função matemática chamada hash. Essa função pega os dados ou arquivos adicionados e os transforma em um código de letras e números, que é a impressão digital do bloco.

Entender esse processo – ainda que de forma muito simplificada – ajuda a compreender porque o blockchain é considerada uma das tecnologias mais seguras já desenvolvidas. Burlar esse sistema é tarefa praticamente impossível e pode ser descoberta por outros usuários.

Vantagens e aplicações

O blockchain tem seu sistema de registro de transações público, isto é, compartilhado com todos os usuários. Isso garante que todas as movimentações possam ser verificadas, mesmo por usuários não envolvidos em determinada transação.

Uma preocupação é com o sigilo das informações de usuários. Porém, em transações blockchain informações como telefone e endereço podem ser omitidas, como um mecanismo de segurança aos envolvidos.

No mercado imobiliário, uma das aplicações do blockchain é automatizar a transmissão de imóveis entre vendedores e compradores – uma incorporadora e um cliente, por exemplo. A tecnologia permite acesso instantâneo a informações sobre o imóvel e os agentes envolvidos na negociação, tornando muito mais rápido o processo.

Outro uso possível é para a elaboração de contratos inteligentes. No caso da locação de um imóvel, pode-se ligar o contrato a uma fechadura inteligente. Ao desbloquear essa fechadura, o valor negociado entre as partes é automaticamente transferido da conta do locatário para o locador, tudo isso sem a presença de intermediários, como é o caso do Airbnb em acordos de aluguel.

O blockchain também já é utilizado para agilizar a tramitação de documentos em cartórios, geralmente pelo uso de uma plataforma que faz a ponte. No setor imobiliário, registros de imóveis e escrituras de compra e venda já são realizados com uso dessa tecnologia.

Nem seria preciso dizer que o blockchain também pode ser utilizado para transações financeiras, mas ainda há outra possibilidade: investir. Startups utilizam a tecnologia para executar uma espécie de abertura de capital de empreendimentos. Dessa forma, usuários podem financiar o projeto com aportes de qualquer lugar do mundo, com auditabilidade em tempo real e clareza quanto à lucratividade.

Embora somente 2% dentre as maiores construtoras brasileiras utilizem blockchain atualmente, com tantos usos e garantias que as proptechs oferecem é razoável prever que terão cada vez mais espaço e importância no mercado imobiliário, talvez em menos tempo do que o estimado por players do setor.

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