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Entregas devem seguir cronograma com manutenção dos canteiros

Mesmo com adaptações para atender recomendações de saúde, continuidade das obras viabiliza receita para construtoras

12/05/2020
Por Henrique Cisman

Boa parte das construtoras deve cumprir os prazos de entrega de empreendimentos mesmo com a pandemia de covid-19. As maiores dificuldades serão enfrentadas por empresas que tocam obras maiores ou em cidades onde a prefeitura ou o governo estadual ordenaram paralisação dos canteiros, o que corresponde a uma pequena minoria dos casos.

De acordo com o sócio-fundador da Next Realty, Alexandre Carola, os dois empreendimentos da incorporadora continuam com data de entrega para dezembro. Um deles, inclusive, está 4% adiantado em relação ao cronograma, de acordo com o executivo. “As obras não sofreram qualquer tipo de atraso, tanto pelo nosso planejamento quanto da construtora parceira”, afirma.

Ambos os prédios residenciais estão situados no bairro Vila Nova Conceição, na capital paulista. Na cidade de São Paulo, a construção civil não parou as atividades. No dia 23 de março, o prefeito Bruno Covas decretou a continuidade das obras; no mesmo dia, o governador João Dória destacou que o setor não poderia parar.

Com sete obras em andamento no interior do estado, a ADN Construtora e Incorporadora também mantém os prazos iniciais de entrega. Desde que foi implementado o isolamento social, apenas em São Carlos houve recomendação da prefeitura no sentido de paralisar os canteiros, mas as obras continuaram.

“Boa parte da mão de obra não é grupo de risco. Aqueles que têm idade avançada ou doença pré-existente foram afastados do serviço, mas o restante seguiu trabalhando conforme autorização do Governo do Estado. Nenhuma construtora tem condição de arcar com toda a folha com as obras paradas, pois depende das medições para receber”, avalia o sócio da ADN, José Pedro Donadon, que também é responsável pelo departamento comercial da empresa.

Ambos os executivos destacam o temor inicial pela paralisação dos canteiros. Para Donadon, interromper as atividades “seria algo muito grave”. Já Carola ressalta a importância da construção civil para a quantidade de empregos no país. 

Para atender as recomendações do Ministério da Saúde e reduzir o risco de contaminação dos trabalhadores, as construtoras adotaram medidas como revezamento de turnos para entrada e saída e horário de almoço, além de disponibilizar todos os equipamentos e produtos de higienização.

Porte da obra e ritmo de vendas

Além do bom planejamento da obra e a possibilidade de manter as atividades, Alexandre Carola destaca que o porte do empreendimento ajuda no cumprimento dos prazos. “Grandes incorporadoras – que têm efetivo de obra bem maior – devem sofrer certo atraso. Nossos empreendimentos têm entre 1,8 mil a 2,5 mil m² de área construída. Mesmo que haja trabalhadores no grupo de risco, conseguimos substituir sem que haja qualquer problema”. 

O sócio-fundador da Next Realty também destaca a velocidade de vendas como essencial: “O que move a aceleração ou não da obra é o status de venda do empreendimento. Hoje, ambos estão praticamente 100% vendidos. Isso agrega em todo o cronograma físico-financeiro”. Em relação ao fechamento dos stands, ele explica que o perfil de comprador – isto é, investidores – colaborou com o ritmo das vendas, praticamente todas realizadas de forma digital.

“O cliente investidor sempre foi digital, movido à confiança, diferente do morador, que vai várias vezes ao decorado. Então não sofremos com isso, embora as vendas já tenham ocorrido antes mesmo da pandemia. O investidor continua fazendo o mesmo caminho que fazia antes para encontrar um produto para investimento”, afirma.

Com empreendimentos nas faixas 2 e 3 do Minha Casa, Minha Vida, a ADN teve que acelerar a migração para canais de venda digital. “Com os plantões de venda fechados, esta foi a área mais afetada da empresa, e até então não havia venda digital. Os sistemas já estavam comprados e em fase de implementação, mas a passos lentos, pois não era o foco. Ter os sistemas foi essencial, pois em 10 dias colocamos para rodar o processo 100% digital”, revela Donadon.

Para manter o ritmo de vendas, ele pontua ações da incorporadora como prorrogação do pagamento da entrada e carência de 3 meses nas parcelas mensais, além de medidas anunciadas pela Caixa, como a carência de 180 dias nos contratos novos para pessoa física. 

“Com as facilidades colocadas por nós e pela Caixa, conseguimos ter um bom resultado. Se não houvesse a pandemia, seria bem melhor. O que quero dizer é que através de incentivos aos clientes, parceria da Caixa e atuação digital, por ora o impacto para a ADN é muito baixo”, ratifica o executivo.

Com perfis de público-alvo diferentes, cada executivo coloca ainda um último fator que tem possibilitado enfrentar a pandemia sem maiores danos: para a Next Realty, é a Selic no menor patamar histórico, o que torna o mercado de construção e incorporação um ativo mais rentável, seguro e de baixo risco para os investidores.

Já Donadon argumenta que a compra do imóvel próprio não é uma decisão tomada da noite para o dia e se constitui como demanda de necessidade. “Entendo que o mercado imobiliário é como um trem: demora para sair do lugar, mas também é difícil frear. Havia vários lançamentos feitos e como conseguimos colocar o digital para rodar, colhemos frutos desse trabalho que vinha sendo feito”.

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