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Construção civil foi responsável por 11% dos empregos criados em 2019

Apesar do bom ano, resultado de dezembro foi pior do que o esperado e há muito o que crescer para retomar ritmo anterior à crise

28/01/2020
Por Henrique Cisman

A construção civil criou pouco mais de 71 mil vagas formais de trabalho no ano passado, respondendo por 11% do total de novos empregos com carteira assinada no Brasil (644 mil). O bom desempenho do setor pode ser melhor observado na comparação com os números de 2018, pois houve aumento próximo de 4 vezes no saldo entre admissões e desligamentos no período de janeiro a dezembro.

Trata-se do melhor resultado para a construção civil desde 2013, quando foram criadas 107 mil vagas. Entre 2005 a 2012, o setor registrou aumentos significativos na quantidade de empregos formais abertos, alcançando o ápice de 334 mil novos postos de trabalho em 2010, um ano após a implantação do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida. 

Como esperado, os meses de novembro e dezembro do ano passado registraram saldo negativo entre contratações e demissões, assim como ocorreram em todos os anos da série medida pela Secretaria do Trabalho do Ministério da Economia. Os números são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Em dezembro, entretanto, a queda foi maior do que o previsto, conforme pontua a economista Ieda Vasconcelos, da Câmara Brasileira da Indústria da Construção: “O setor fechou 46 mil vagas de trabalho com carteira assinada. Apesar de ser um mês sazonal, no qual se espera queda, o tamanho dessa queda surpreendeu, pois foi próximo do resultado dos últimos anos, quando o setor registrou retração de suas atividades”.

Para a economista, esse número acende um sinal de alerta sobre a maior dificuldade de recuperação do setor no segmento das habitações de interesse social. Vale lembrar que no ano passado não houve contratações de unidades que integram a faixa 1 do Minha Casa, Minha Vida, uma vez que ela se tornou insustentável com a limitação de recursos no orçamento da União. 

Sobre a situação, o empresário André Czitrom, presidente da incorporadora Magik JC, escreveu em artigo na Folha de S. Paulo: “O que parece inviável é deixar sob responsabilidade apenas do poder público a criação de soluções de moradia popular”. Por ora, o plano é mudar a dinâmica do programa na faixa subsidiada pela União, mas nada ainda foi definido oficialmente.

Após amargar quatro anos de fortes quedas, a construção civil voltou a superar a marca de 2 milhões de empregos no ano passado, encerrando dezembro com 2,04 milhões de vagas, alta de 3,60% em relação a 2018. 

A expectativa em 2020 é de novo crescimento para o PIB do setor, estimado em 3%. No ano passado, a construção civil cresceu em torno de 2% e foi essencial para o resultado geral da economia brasileira. “Precisamos de definições para que o setor possa mostrar toda sua força e consolidar seu processo de crescimento”, encerra Vasconcelos.

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