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Existe algo positivo da crise para o mercado imobiliário?

Procura por investimentos seguros e novas quedas da Selic são os possíveis benefícios, segundo especialista

09/04/2020
Por Daniel Caravetti

Uma pesquisa realizada pelo Grupo Zap com cerca de 3,5 mil moradores de regiões metropolitanas do país constatou que 86% deles vão adiar em alguma medida a decisão de comprar ou alugar um imóvel, em meio à crise causada pelo novo coronavírus. Entre eles, 64% deve esperar mais de sete meses para adquirir uma casa ou apartamento.

Elaboração: Thiago Marcondes/CNN

O estudo comprova que o setor imobiliário brasileiro deve esfriar, acompanhando uma tendência da economia geral, como explica Bruno Oliva, consultor econômico e pesquisador da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).

“Vai ter uma queda na compra de imóveis, tanto para morar quanto para investir. É inevitável, porque certamente haverá um contingente de desempregados, reduzindo a demanda primária e a renda da população. Existe uma percepção de risco e medo nas pessoas, associada à crise da Covid-19”, diz.

“Essa retomada do mercado imobiliário – que estava começando a ser verificada junto à melhora na economia – será interrompida. Já se vislumbrava um aumento nos preços para 2021, mas não deve ocorrer desta maneira”, completa Oliva.

Concordando com a dificuldade atual do setor, outro especialista, Thales Baldinotti, sócio da ConexãoBR Investimentos, escritório credenciado à XP, acredita, porém, que fatores relacionados à insegurança econômica podem beneficiar o mercado imobiliário. “Se existe uma notícia boa para o setor, ela está ligada à perspectiva de novas quedas na taxa básica de juros”, afirma em entrevista à Smartus

Vale lembrar que o novo relatório de projeções macroeconômicas do Itaú Asset Management, divulgado no último dia 2, estima que a taxa básica de juros determinada pelo Banco Central deverá terminar 2020 em queda brusca, dos 3,75% atuais para inéditos 1,5% ao ano. 

“Tem outro movimento especulativo que pode fortalecer o setor imobiliário. Caso alguns investidores duvidem da solidez do mercado financeiro, que vem se machucando bastante com a crise, eles podem correr para ativos mais seguros. No Brasil, os bens imobiliários são um deles. É algo que acontece em momentos de incerteza”, garante Baldinotti.

Bruno Oliva, contudo, não se mostra otimista em relação ao movimento: “Existem várias opções de investimentos seguros e os imóveis não são a principal delas. Vários riscos estão envolvidos na compra de uma propriedade neste momento, como o fato de estar em uma região que desvalorize ou a dificuldade de alugá-lo”.

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