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Alto estoque dos bancos e plano de Paulo Guedes preocupam incorporadoras

Inadimplência em financiamentos faz disparar retomada de imóveis, enquanto ministro quer colocar ativos da União à venda

26/4/19

Se o cenário não é dos melhores, vale lembrar da máxima: pode piorar. A frase é pessimista, é verdade, mas tem embasamento. Os preços dos imóveis, que no 1º trimestre apresentaram leve alta nominal – mas ainda perdendo para a inflação -, podem ser afetados pelo alto estoque de unidades retomadas pelos bancos e pela vontade do ministro da Economia, Paulo Guedes, de vender ativos da União.

Vamos por partes. Desde que a crise econômica se agravou, em 2015, cresce ano após ano a quantidade de unidades retomadas pelos bancos porque os consumidores não conseguem honrar com os pagamentos dos empréstimos. Reportagem do Valor Econômico revela que este aumento foi de 32% no ano passado e de 78% nos últimos dois anos.

Ainda de acordo com o veículo, os cinco maiores bancos do País – Itaú, Santander, Bradesco, Caixa e Banco do Brasil – têm R$ 18,7 bilhões em bens retomados por inadimplência, sendo 90% correspondentes a imóveis.

O que preocupa as incorporadoras é o fato de os bancos precisarem se livrar desses ativos, uma vez que consomem recursos para que continuem preservados. Trata-se de uma “sinuca de bico”, como se diz no jargão popular, pois os bancos também sabem que o aumento da oferta no mercado resultará em queda dos preços, afetando diretamente o setor imobiliário – que já não anda nas nuvens.

Outro agravante é que a maior parte dos imóveis retomados por inadimplência é de unidades populares, contratadas principalmente pelo programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV). Para boa parte das incorporadoras, o MCMV tem sido a salvação nos últimos anos, respondendo por mais de dois terços dos lançamentos e vendas no mercado imobiliário residencial.

R$ 1 trilhão para o governo com vendas de imóveis da União

Sim, R$ 1 trilhão. Esse é o saldo de uma conta feita pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, em relação ao montante que o governo federal pode arrecadar com a venda de ativos da União que estão vagos ou “mal utilizados”. Nessa lista entram milhares de prédios, escritórios, apartamentos e casas, incluindo imóveis de luxo ocupados por ministros em Brasília.

O plano, porém, deve ser cuidadosamente executado, pois assim como ocorre com o estoque dos bancos, a inclusão de todos esses ativos de uma só vez no mercado certamente resultaria em queda abrupta dos preços imobiliários.

Para o diretor executivo da Smartus, Guilherme de Mauro, o apetite dos consumidores aquém do esperado ocorre justamente pela dificuldade na obtenção de crédito, problema compartilhado pelas incorporadoras. Outro ponto importante é a conjuntura econômica do País, ainda distante de uma retomada significativa.

Crédito da imagem: Agência Senado

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