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Vitacon terá maior parte da receita proveniente de serviços, projeta CEO

Em painel sobre tecnologia na economia colaborativa, empresário destacou mudança constante no mindset da incorporadora

29/5/19

“O meu grande desafio é matar meu negócio todos os dias, romper com tudo o que a gente faz, procurar o novo”. Foi com esta frase que Alexandre Frankel, CEO da Vitacon, iniciou sua participação no Smartus Proptech Summit 2019, em um painel que debateu a tecnologia como elemento catalisador da economia colaborativa. Além de Frankel, compuseram o painel Gustavo Favaron, CEO do GRI Group, e Tiago Alves, CEO da Regus no Brasil.

A frase sintetiza bem o propósito da incorporadora Vitacon, referência quando o assunto é inovação no setor imobiliário. Frankel avalia que a tecnologia está muito à frente da realidade brasileira, “a anos-luz”, pois os empresários precisam se preocupar em sobreviver diariamente, não havendo espaço para pensar em inovação. Mas o momento é de oportunidades, ressalta.

“Hoje, a grande transformação é tornar a empresa uma fornecedora de serviços e de tecnologia. Estamos conversando com indústrias que jamais imaginei, de consumo, do setor automobilístico, querendo prover serviços dentro dos prédios. É um ecossistema misto”, afirmou Frankel durante o painel.

A lógica é tornar a moradia um serviço, apostando na mobilidade ensejada pelo novo perfil de consumidor. “O conceito é que a pessoa mude de casa conforme a necessidade do momento. Seja qual for o motivo, a moradia tem que ser fluida, e isso muda tudo”, disse Frankel, ressaltando que há alguns anos as pessoas deixavam o emprego dos sonhos porque moravam longe.

Painel debateu o impacto da tecnologia nos novos modelos de negócio do setor imobiliário

Neste novo conceito de moradia, as incorporadoras são integradas a startups que oferecem uma vasta diversidade de serviços sob demanda. “A moradia começa a ser uma espécie de smartphone que recebe os vários apps conectados à plataforma. Isso gera uma integração, uma grande sinergia antes inimaginável”.

De acordo com Frankel, boa parte da receita atual da Vitacon provém de serviços e parcerias para outros modelos que não sejam a venda dos apartamentos. O CEO da incorporadora projeta que em breve essa curva irá ultrapassar o faturamento proveniente da comercialização das unidades, ratificando o conceito “live as a service”.

Ecossistema colaborativo entre as empresas

Na avaliação de Frankel, o futuro do setor imobiliário é operar em um ecossistema colaborativo entre as empresas, sendo os concorrentes não mais competidores, mas parceiros, assim como fornecedores serão vistos como sócios do negócio. “O setor vai evoluir por somatória, por uniões, todos os conceitos de concorrência mudam por completo”, projeta.

O empresário revelou ainda que está otimista quanto ao futuro do setor, que deverá ter um período “magnífico” com medidas como a reforma da Previdência e a evolução tecnológica no mercado: “vamos evoluir nos próximos 10 anos mais do que evoluímos nos últimos 450 anos, desde quando foi fundado o primeiro cartório do Brasil. Temos que estar preparados para isso”.

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