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Vendas líquidas de médio e alto padrão acumulam alta com menos distratos

Setor deve crescer em 2019 com ampliação do crédito definida pelo Conselho Monetário Nacional

13/12/18

O último relatório divulgado pela Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC) em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) revela que as vendas líquidas de unidades residenciais de médio e alto padrão (MAP) acumuluaram alta de 17% nos últimos 12 meses – de setembro do ano passado até setembro de 2018. O documento foi divulgado em novembro.

O resultado se deve a menor quantidade de distratos no período em relação aos 12 meses anteriores, pois o cálculo das vendas líquidas leva em conta as vendas totais menos os desacordos, que caíram 29,7%, de 15.832 para 11.130. Sem levar em conta os distratos, o intervalo teve queda de 4,6% nas vendas totais, de 34.407 para 32.825. Mesmo assim, a oferta disponível diminuiu em 10,3%, com 37.345 unidades em estoque, que seriam escoadas em pouco mais de 15 meses.

Um número expressivo está no aumento de 64,7% nos lançamentos, refletindo a retomada de investimentos que ganhou força durante o último ano. Foram 21.673 unidades inauguradas desde setembro de 2017.

Na comparação entre setembro/18 e setembro/17, entretanto, os únicos indicadores que apresentaram melhora foram os distratos, com redução significativa de 49,8%, e o estoque, que também caiu 11,7%. Tanto as vendas totais quanto as líquidas tiveram retração, de 31,7% e 19,7%, respectivamente, e os lançamentos também recolheram, porém mais timidamente, em 7,5%. Assim, a duração da oferta disponível em setembro deste ano levaria um mês a mais para ser escoada em relação ao mesmo período do ano passado.

Mudanças nas regras de financiamento devem beneficiar o setor

Em julho, o Conselho Monetário Nacional (CMN) elevou para R$ 1,5 milhão o valor-teto de imóveis para custeio via Sistema Financeiro de Habitação (SFH), que também permite a utilização de recursos do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) para dar entrada no imóvel ou abater o saldo devedor.

A mudança entra em vigor em 1º de janeiro de 2019 e deve estimular a cessão de crédito imobiliário no País, beneficiando principalmente compradores interessados em imóveis de alto padrão. Antes, o teto do valor para financiamento via SFH era de R$ 950 mil em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal, e de R$ 800 mil nos demais estados. O limite de R$ 1,5 milhão valerá para todas as unidades federativas.

Uma das vantagens de obter financiamento via SFH são os juros menores, que não podem ultrapassar os 12% ao ano. De acordo com a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (ABECIP), o financiamento imobiliário movimentou R$ 25 bilhões de janeiro a junho de 2018.

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