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Vacância em galpões tem menor percentual dos últimos 3 anos em SP

Maior procura também resultou em elevação do preço negociado

8/3/19

O segmento de galpões industriais e condomínios logísticos teve um bom desempenho no ano passado, reduzindo para 20% a taxa de vacância nos empreendimentos das classes A+ e A, que representam 83% do total do estoque em São Paulo – em torno de 6,8 milhões de metros quadrados (m²). O resultado está 8 pontos percentuais abaixo da taxa de vacância observada no fim de 2017. O levantamento é da SiiLA Brasil.

De acordo com o CEO da empresa, Giancarlo Nicastro, o índice de 20% ainda é alto, porém o que deve ser observado é a tendência de queda nos últimos anos, auxiliada pela baixa quantidade de lançamentos e maior absorção líquida. No ano passado, o novo estoque ficou abaixo dos 200 mil m², enquanto o saldo de locações menos devoluções foi de 612 mil m².

O desempenho em 2018 interrompeu a lógica dos dois anos anteriores, quando a absorção líquida foi baixa e houve mais lançamentos – principalmente em 2016, quando o novo estoque superou os 600 mil m² com uma absorção líquida menor do que 100 mil m², fazendo a taxa de vacância superar a casa dos 30%.

No balanço realizado pela SiiLA, algumas regiões já aparecem com vacância abaixo dos 20%, caso de Guarulhos. Segundo Nicastro, o município tem grandes vantagens competitivas, como a proximidade em relação a São Paulo e o fácil acesso a rodovias importantes que ligam a capital paulista a outras cidades do País.

Varejo lidera absorção líquida

O varejo foi o maior responsável pela redução da taxa de vacância no ano passado, com um saldo positivo de 128 mil m². O setor de transportes e logística também teve boa procura (175 mil m²), porém a alta quantidade de devoluções (150 mil m²) fez cair a absorção líquida. Destaque ainda para o e-commerce, que absorveu 70 mil m², principalmente em galpões mais próximos da capital.

Na análise de especialistas, o aumento da demanda permitiu aos proprietários fazer menos concessões durante a negociação. Em São Paulo, a diferença média entre os preços pedidos e os preços transacionados caiu de 33% no 1º quadrimestre de 2017 para 10% ao fim do ano passado, de acordo com a SiiLA.

Para o ano que vem, a empresa projeta uma taxa de vacância na casa dos 18%. A absorção líquida deve continuar crescendo, estimada em 700 mil m², porém também deve haver um salto no novo estoque, cuja projeção é para 650 mil m². “Isso me preocupa, apesar do melhor momento político e econômico do País”, afirma Nicastro.

O temor é de que a economia não atenda às expectativas e a absorção seja menor do que o esperado, resultando em novo aumento da taxa de vacância, como ocorreu em 2016. Considera-se que o setor está em equilíbrio quando a vacância fica entre 10% e 12%, índice ainda distante.

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