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Transformação digital e as smart buildings

Prédios inteligentes já são realidade no Brasil

8/5/19

Por Icaro Ramos, analista de negócios da PD7 Technology

Ao se falar sobre Internet das Coisas – ou IoT, como é mundialmente conhecida – e Machine Learning, grandes conceitos da era da transformação digital e que hoje caminham de mãos dadas, pensamos em onde e como podemos aplicá-los.

Boa parte do que se desenvolveu em tecnologia IoT foi estruturada para a Indústria 4.0, porém hoje o mercado requisita a Internet das Coisas em muitos outros setores de atuação, como por exemplo nas smart cities.

Entretanto, para que se alcance uma cidade realmente inteligente, é necessário que os edifícios se conectem a ela e principalmente às pessoas, criando, assim, as smart buildings, ou BIoT (Buildings Internet of Things).

No BIoT, tudo é integrado e conectado a uma espécie de núcleo central do prédio que consegue processar as informações e gerenciar o funcionamento com certa cognição, gerenciamento este que pode ser executado pelo proprietário de uma unidade, pelo administrador do edifício ou pela equipe de manutenção, estendendo-se até aos visitantes, dependendo das tarefas a serem realizadas.

Pensando no futuro do BIoT e de outras áreas no que tange à Internet das Coisas, busca-se montar um ecossistema forte e com parcerias para desenvolver e aprimorar a IoT e o Machine Learning, de modo que os clientes sejam abastecidos com o que há de melhor para a transformação digital destes setores.

A startup indiana de gestão de IoT, Facilio Inc., como exemplo, trouxe ao Brasil uma plataforma capaz de agrupar informações tanto para a governança predial – consumos hídricos, elétricos, sistemas de ar condicionado, centrais de incêndio, controle de iluminação e emissão de gás carbônico, com um dashboard intuitivo – quanto para a governança de manutenção, com a gestão dos ativos, manutenções preventivas, corretivas e assistivas, alarmes de ativos e suas possíveis falhas, predição de problemas e correção de anomalias, além da possibilidade de incluir manuais e vídeos para auxiliar na manutenção, tudo isso integrado em um único sistema.

Não obstante em possuir um software com dashboard que permite atendimento exclusivo de acordo com a necessidade de cada cliente, busca-se produzir um equipamento de conexão própria, conhecido como End-Point – uma plataforma completa que se comunica com o Facilio e outros sistemas em nuvem atendendo às peculiaridades de cada edifício ou setor.

O End-Point Initium EDP 622 MWS, por exemplo, atende aos principais requisitos para conexões prediais, com conexões de entrada e saída digitais, conexão serial e tecnologias Lora (tecnologia parecida com o Wi-Fi, porém que atende até 5 km) e Wi-Fi, além de um gateway (porta de entrada) de conexão que atende ao principal protocolo usado pelas empresas do setor (ModBus).

Dessa forma, pode-se efetuar a coleta de dados do edifício e enviar uma série de comandos para o mesmo. O End-Point está preparado para efetuar a conexão com um gateway e a partir dele efetuar as comunicações com o Facilio e outras nuvens, como a IBM Watson.

O edifício terá, então, sensoriamento e gestão de controle eficientes e inteligentes, baseados nas predições de Machine Learning, capaz até mesmo de tomar decisões e efetuar modificações nas funcionalidades de acordo com a gestão da administração. Um exemplo disso seria um alerta de uso excessivo de recurso hídrico ou um alerta de gestão consciente de recursos de energia.

Todas essas tecnologias também podem ser associadas à última geração de sistemas de Inteligência Artificial (AI), como é o caso da IBM Watson, uma inteligência cognitiva capaz de tomar decisões e aprender padrões a partir de conhecimentos prévios, executando ações a partir destes padrões.

É preciso estar pronto para atender a robotização dos edifícios, trazendo ao mercado sistemas que produzem interação direta entre homem e edifício, empreendimentos que literalmente conversam com seus residentes e visitantes, de frases motivacionais a respostas para perguntas referentes ao tempo e às cotações de moedas, além do reconhecimento de imagens e identificação de pessoas e, por que não?, até mesmo um robô Pepper na recepção.

Isso é a transformação digital voltada para os edifícios, o BIoT. Bem-vindos à era dos smart buildings!

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