search

Startup cria ferramenta que analisa e aprova crédito em 24 horas

Combinando algoritmos e inteligência artificial, Homelend extingue burocracia e evita distratos

9/5/19

Parece bom demais para ser verdade, mas é somente a combinação de algoritmos e inteligência artificial em uma plataforma capaz de prever que tipo de financiamento um potencial comprador consegue pagar. O sistema é da startup brasileira Homelend e reduz de 90 para 8 dias o tempo até a assinatura do contrato entre cliente e incorporadora, analisando e aprovando o crédito em 24 horas.

O fundador da empresa, Guilherme Bruno, compara a plataforma à maquininha de lojistas para o incorporador: assim como as maquininhas de cartão avaliam o crédito de um cliente para honrar determinada compra no momento da transação, a plataforma analisa a viabilidade creditícia a ser concedida ao comprador imobiliário sem que seja necessário fazê-lo passar por um “processo infernal” e demorado.

“A primeira coisa que fazemos é pedir o CPF do cliente e então usamos algoritmos e inteligência artificial para formar um perfil desse comprador, o qual seja o mais robusto possível a fim de darmos uma primeira opinião de crédito ao incorporador”, explica. Se a faixa de financiamento for compatível com o valor do produto em negociação, o processo de análise é aprofundado.

“Dizemos ao corretor se um cliente em potencial está querendo comprar um apartamento pelo qual ele pode pagar, se este consumidor está enquadrado no tipo de financiamento que a ferramenta indica para ele ou se não está. E adicionalmente, se ele estiver enquadrado, pedimos documentos para confirmar essa situação”, esclarece Guilherme.

Entre o início da análise e a validação final – incluindo a liquidação financeira -, o processo, no máximo, 8 dias.

Tecnologia reduz ocorrência de distratos

A precisão da análise de crédito da plataforma diminui significativamente a ocorrência de distratos no setor imobiliário, uma vez que aponta para a incorporadora se é seguro ou não fechar um contrato com determinado cliente. Guilherme afirma que a ferramenta elimina o distrato forçado, aquele que é fruto de uma venda “feita de qualquer jeito”.

“No Brasil, o incorporador é obrigado a ser banco, porque quando a compra acontece na planta ele precisa dar crédito ao comprador. Então se esse crédito não é dado de modo adequado, similar ao funcionamento do sistema financeiro, o incorporador é obrigado a distratar”, elucida o fundador da Homelend.

Na opinião de Guilherme, a plataforma desfaz o mito de que a economia ruim dos últimos anos elevou os distratos em 50%: “A economia fez os distratos subirem 14%, os outros 36% são problemas internos da empresa, vendas que nunca deveriam ter acontecido”, afirma. “[Quando] pegamos uma carteira de repasses e jogamos na plataforma, ela mostra que aquele negócio nunca poderia ter sido feito”.

As estatísticas da plataforma Homelend indicam que a cada 4 distratos somente 1 era imprevisível; para os outros 3 casos, uma análise bem feita ou a mudança no formato dos contratos evitaria o problema. Neste contexto, Guilherme elogia o modelo de negócio efetuado em contratos do programa Minha Casa, Minha Vida.

“O distrato não é lido em nenhuma norma do Banco Central. Contrato de financiamento imobiliário tem dois destinos: quitação ou execução extrajudicial, apenas. Não existe desistir de um contrato de financiamento, dito isto, a solução definitiva para o distrato não está na nova lei, mas em repensar como financiar o comprador ao longo da obra”, avalia o especialista.

Para retomar o exemplo do Minha Casa, Minha Vida, o comprador assina um contrato de financiamento definitivo, irrevogável e irretratável com uma instituição financeira (geralmente a Caixa) na largada do empreendimento, havendo somente duas possibilidades: quitar o financiamento ou ir à execução extrajudicial de alienação fiduciária, sendo a propriedade retomada pelo banco.

A diferença de efetividade entre os modelos de financiamento de médio e alto padrão (MAP) e do MCMV é apontada como principal fator para, nos últimos 10 anos, empresas de capital aberto com atuação no mercado de luxo terem reduzido seu valor de mercado agregado de R$ 50 bilhões para R$ 15 bilhões, enquanto incorporadoras voltadas ao MCMV mantiveram o valor em R$ 10 bilhões.

“Em nossa visão, o principal motivo para este derretimento [do valor de mercado das empresas atuantes no MAP] é o modelo de financiamento do setor, o tal plano empresário. Isso sustenta por que nós acreditamos tanto que esse modelo de financiamento precisa ser modificado, e já!”, enaltece Guilherme.

Figura do agente financeiro permanece

A plataforma não elimina o papel de bancos e fundos de financiamento. “A Homelend ajuda a resolver os distratos conectando o incorporador ao mercado de capitais, trazendo para a obra uma modalidade inovadora de financiamento que copia o modelo do Minha Casa, Minha Vida em empreendimentos que não se enquadram no programa”, ressalta Guilherme.

Novamente recorrendo ao exemplo da maquininha do lojista, salvas as diferenças nos valores negociados e nos processos de validação, quem oferece crédito é o banco e a plataforma facilita a transação.

Guilherme Bruno é um dos palestrantes do Smartus Fórum Imobiliário Campinas. Confira a programação completa: http://bit.ly/FICAM19

Para mais informações e acesso a conteúdos exclusivos, siga-nos em nossas redes sociais:

 

Clique aqui e receba semanalmente todo o conteúdo Smartus.

Próximos eventos

Todo o conhecimento e o know-how dos grandes líderes do mercado imobiliário em eventos imersivos e de alta performance. Venha evoluir com a gente!

Campinas

Fórum Imobiliário

30 maio
2019

saiba mais

Goiânia

Fórum Imobiliário

13 junho
2019

saiba mais

Porto Alegre

Fórum Imobiliário

04 julho
2019

saiba mais

Recife

Fórum Imobiliário

08 agosto
2019

saiba mais

Fortaleza

Fórum Imobiliário

22 agosto
2019

saiba mais

Belo Horizonte

Fórum Imobiliário

29 agosto
2019

saiba mais

Curitiba

Fórum Imobiliário

17 outubro
2019

saiba mais

Florianópolis

Fórum Imobiliário

21 novembro
2019

saiba mais
Desenvolvido por Mobme Comunicação