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Pouco exploradas, moradias para estudantes têm futuro promissor no mercado brasileiro

Estimativas indicam potencial de duas milhões de camas para universitários

28/11/18

Uma tendência que foi observada mais atentamente durante a crise econômica parece ainda não ter convencido os empreendedores brasileiros. Trata-se do student housing, moradias criadas especialmente para atender as necessidades de universitários, caracterizadas por serem próximas dos centros acadêmicos, conectadas à cidade, compactas e confortáveis.

Algumas incorporadoras até implantaram projetos desse tipo no Brasil, como a Mitre Realty e a Uliving, considerada pioneira no segmento no País, porém o ritmo de crescimento e a quantidade de camas ofertadas ainda são muito pequenos se comparados a países europeus e principalmente aos Estados Unidos, onde há 6 milhões de camas e uma taxa de ocupação de 95%.

Estudos conduzidos pela Brain Consultoria & Pesquisa apontam que a demanda de estudantes no Brasil alcança o potencial de duas milhões de camas para student housing. A empresa, no entanto, pondera que a quantidade pode ser um pouco menor devido à evolução do sistema EAD (ensino a distância).

Mesmo assim, atualmente 29,2% dos estudantes de ensino superior vivem longe de onde estão os familiares. De acordo com o sócio consultor da Brain, Guilherme Werner, em grandes cidades universitárias este percentual é ainda maior, casos de São Paulo, Rio de Janeiro e Campinas, por exemplo.

Guilherme da Brain apresentando no palco do fórum imobiliário de campinas em 2018

Mais de 30% dos universitários em Campinas residem longe da cidade de origem

Vantagens competitivas

Além de ter um público-alvo claramente definido e homogêneo, o student housing chamou atenção nos anos mais negativos da recente crise econômica devido à não interrupção da demanda, uma vez que o investimento com estudos é uma das últimas “torneiras” a serem fechadas pelas famílias.

Para os estudantes, as vantagens incluem localização privilegiada, gestão profissional, investimento em segurança e tecnologia, espaços de estudos e infraestrutura totalmente pensada para o público jovem, com espaços comuns de lazer, piscinas e academias.

“As empresas precisam acompanhar as mudanças da demanda” observa Werner. “No Brasil, student housing ainda é um mercado em formação, pouco explorado. Quem sair na frente pode se firmar como referência”, aconselha.

Onde já está consolidado, o mercado denota alta fragmentação entre os players. Nos Estados Unidos, as duas maiores empresas do setor detém somente 2% do total de camas universitárias, dentre as 175 maiores faculdades do país.

Na opinião de especialistas, o futuro do segmento é promissor, podendo se consolidar como uma interessante fonte de bons negócios para as incorporadoras.

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