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Monitor FGV indica novo recuo do PIB da construção

Cálculo do Instituto Brasileiro de Economia da FGV estima queda de 1,8% no 2º trimestre

28/8/19

Mesmo com a retomada da economia brasileira a partir de 2017, o PIB (Produto Interno Bruto) da construção acumula quedas em vinte trimestres consecutivos, desde o período entre janeiro e março de 2014 até o 1º trimestre de 2019. A retração de 31% fez o setor retornar ao patamar de dez anos atrás. De acordo com cálculo do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (dados desagregados do Monitor PIB-FGV obtidos pelo Estadão/Broadcast), o recuo no 2º trimestre de 2019 foi de 1,8%. 

Para alcançar o PIB imediatamente anterior ao início da recessão, a construção – incluindo edificações, obras de infraestrutura e outros serviços – precisa crescer 47,6%. Esta é a primeira vez que o setor permanece encolhendo mesmo no período de expansão da economia após uma recessão econômica, considerando os nove períodos de crise enfrentados pelo Brasil em sua história.

Na avaliação do vice-presidente de economia do Sindicato das Indústrias de Construção do Estado de São Paulo (Sinduscon/SP), Eduardo Zaidan, a construção é o setor que mais sente a desaceleração da economia porque depende de investimentos oriundos de diversas frentes – governo, recurso externo, outras indústrias e famílias compradoras de imóveis.

As reformas da Previdência e tributária podem ser trunfos importantes para o setor. Primeiro, porque com as contas ajustadas haverá mais recursos para o governo investir em programas habitacionais e projetos de infraestrutura; segundo, porque o excesso de impostos e burocracia é um entrave significativo.

Para o coordenador do PIB-FGV, Cláudio Considera, as medidas adotadas recentemente pelo governo federal para incentivar a construção civil – redução das taxas de juros na Caixa e autorização para corrigir os empréstimos pelo IPCA – não terão o efeito esperado devido às elevadas quantidades de desempregados e famílias endividadas.

Considera enxerga que o caminho mais efetivo é retomar as obras federais de infraestrutura que estão paralisadas. De acordo com levantamento do Tribunal de Contas da União (TCU) feito no ano passado, há mais de 14 mil obras estagnadas ou inacabadas com financiamento federal, que resultam em R$ 132 bilhões que deixaram de ser investidos na economia brasileira.

Confiança de empresários está aumentando

A Sondagem da Construção realizada pelo Instituto Brasileiro de Economia da FGV com 737 empresas do setor – publicada no último dia 26 – mostra que a confiança dos executivos está em curva de alta. O Índice de Confiança da Construção subiu 2,2 pontos para 87,6 (numa escala de 0 a 200), maior nível desde dezembro de 2014. A máxima histórica foi registrada em julho de 2010, com 116,2 pontos.

O Índice da Situação Atual teve alta de 2,5 pontos em agosto, para 77,6, maior nível desde fevereiro de 2015. O resultado é a média da percepção dos empresários sobre a atual carteira de contratos e a atual situação do ambiente de negócios. Já o Índice de Expectativas avançou para 97,9 pontos, maior nível desde janeiro de 2014.

No 2º trimestre, os investimentos em construção civil aumentaram 0,6%, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Embora positivo, o percentual está muito aquém do necessário para empurrar o setor rumo aos patamares do auge alcançado antes da crise.

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