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Minhas impressões sobre as novas empresas – sobreviventes à pandemia

Por Guilherme de Mauro Favaron, CEO, Smartus

01/04/2020

A esta altura da pandemia, quase todos já fomos impactados, mas impactados exatamente de que forma? Ou melhor: quando o novo coronavírus se for, voltaremos à normalidade? Você acha que em algum momento no futuro a vida será como antes?

Minha impressão é que esse vírus nos transforma muito mais do que aparenta, mesmo agora. Claro que vamos tornar a nos agrupar ou nos deslocar, o que é veementemente restrito hoje – um misto de eufemismo com pleonasmo, afinal, é muito difícil descrever realmente o que estamos passando.

Não sei você, mas eu tenho trabalhado muito mais que antes da Covid-19 chacoalhar tudo. A forma como trabalhamos e nos comunicamos está diferente. Logo, há duas questões que precisam ser feitas: como podemos ser mais efetivos, mais objetivos e mais resolutivos hoje? Se eu pudesse voltar no tempo – com o conhecimento e a bagagem acumulados agora – e me encontrar numa versão do passado, que dicas eu daria para mim?

Certamente, procuraria me orientar para estar mais forte ao enfrentar essa mudança que entendo ser no arranjo da sociedade.

Neste momento, por atuarmos em um setor que foi o primeiro impactado pelas restrições de aglomerações e que será um dos últimos a sair da crise (indústria de eventos), procuramos nos reinventar para gerar fluxo de caixa e honrar nossos compromissos financeiros. 

Assim, em primeiro lugar, vejo que certamente a empresa que lidero estava, de certa forma, ineficiente em alguns sentidos: número de profissionais, processos desnecessários, sistemas subutilizados e terceirizados no piloto automático, dentre outras coisas, todos impactando a margem operacional de maneira muito forte.

Também, os processos nos quais baseamos nossas entregas precisavam de mais automações (talvez, sempre vão precisar). A forma como os clientes chegam até nós, como obtêm informações, como são atendidos precisavam ser reorganizadas. Um mix de automações de processos integrados com marketing e vendas.

Por exemplo: quando analisei em detalhes meu site, todas as páginas, todas as formas pelas quais ofertamos nossos produtos, a linguagem na qual entrego valor para todos meus parceiros de negócios e clientes, observei muita inconsistência, falta de informações importantes, fluxos quebrados, automações desatualizadas, fatores que soam como desleixo, por maior que seja nosso zelo com a audiência.

Um ponto que é naturalmente claro é que deveríamos ter priorizado os esforços quanto às plataformas digitais – complementares ao nosso modelo de negócios físico – mais cedo. O SmartusPlay – o Netflix do Mercado Imobiliário – estava previsto para o segundo semestre de 2020, mas em função das restrições de aglomerações, foi antecipado para março. 

Independentemente do momento atual, isso é algo que demoramos para lançar, pois já vínhamos trabalhando na ideia desde setembro de 2019. O mercado já demandava e priorizamos outras coisas que se mostraram menos importantes e que contribuem menos com a perenidade e crescimento de nossa organização.

O mais importante: a velocidade com que sou forçado a reestruturar o negócio exige um mix de assertividade, flexibilidade e agilidade na tomada de decisão que realmente me faz priorizar somente o que é estritamente necessário. Neste sentido, torna-me um líder mais proativo e que age relativamente com ainda mais intensidade do que antes.

Um grande desafio que tenho enfrentado é na comunicação com o time para ajudar todos a trabalharem na mesma direção, no mesmo sentido. Utilizamos WhatsApp, Hangouts, Zoom, nos falamos o dia todo, mas não é a mesma coisa em relação ao presencial. Certamente, minha opinião sobre home office mudou com a quarentena: é uma ferramenta ótima quando se precisa trabalhar sozinho, mas péssima para trabalho em equipe. 

Em momentos de reorganização como o que estamos passando, o cafézinho é importante; observar as expressões uns dos outros é importante; tocar no ombro do companheiro de trabalho é importante. Muitas pontas ficam soltas sem as conversas informais.

Voltando à pergunta inicial, se você e sua empresa foram impactados, quero dizer ser impactado pela nova organização da sociedade, pelas novas necessidades, novas demandas, novas oportunidades… que o mundo em que vivemos, muito diferente de 2019, exige. Acredito que este isolamento social tem nos ajudado a acelerar todas as transformações que precisávamos há muito tempo.

Certamente eu vou sair desta crise fortalecido. Vamos sobreviver, e vou olhar meu negócio de uma maneira muito diferente. E você?

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