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Inovação já integra 50% das empresas de incorporação e construção

Especialista entende que estes mercados estão mais preparados para enfrentar a crise da Covid-19

Daniel Caravetti

16/07/2020

De acordo com uma pesquisa realizada em conjunto por Deloitte e Terracotta Ventures, 54% das corporações dos setores imobiliário e de construção no Brasil já têm uma estratégia de inovação e 41% contam com uma equipe responsável pelo assunto. Os dados mostram que estes ramos – historicamente considerados conservadores – estão mais abertos a novas tecnologias, movimento que deve se acelerar em meio à pandemia.

“Isso significa que os setores têm passado da fase dos early adopters, grupo seleto de pessoas mais dispostas a usarem novas tecnologias, e já existe um grande volume de empresários engajados em inovação”, diz Bruno Loreto, co-fundador da Terracotta Ventures, em entrevista à Smartus.

Vale lembrar que o estudo foi realizado com 270 empresas, sendo que 75% delas têm mais de 10 anos de atuação e o restante são startups. As incorporadoras e construtoras representam 45% das companhias e os escritórios de engenharia, arquitetura e consultoria, 21%. 

Quanto a estes dois últimos segmentos, 76% das corporações atuam no ramo residencial, 51% no comercial e 32% de infraestrutura. Em ambos, 39% das empresas alegou contar com uma estratégia de inovação definida. Entretanto, dentre as empresas que não alocam recursos para a inovação (36% do total), as incorporadoras, construtoras e os escritórios são maioria.

Para Loreto, mesmo que algumas estatísticas ainda reflitam o conservadorismo destes setores, elas já indicam uma melhora:É nítido um progresso. Creio que daqui a três anos, mais ou menos, todas as empresas vão tratar de inovação e o tema vai deixar de ser visto com tanta ênfase. Terá mais naturalidade”.

Para completar o raciocínio, o especialista compara a situação atual com outros momentos vividos: “Se fizéssemos essa pesquisa na crise de 2014, no auge do crescimento imobiliário, seguramente os números atingiriam 10% do que temos hoje. Tanto que na crise de 2015 e 2016, ninguém contava com uma área de inovação e o impacto foi muito grande nestes mercados”, acrescenta Loreto.

Importância da inovação na pandemia da Covid-19

Justamente por essa maior adesão à inovação nos dias atuais, o co-fundador da Terracotta Ventures entende que os setores imobiliário e de construção estão mais preparados para enfrentar a crise causada pela pandemia da Covid-19. A situação de isolamento social, inclusive, têm potencializado o processo de inovação nestes mercados, segundo o especialista.

“O processo já estava em andamento e foi impulsionado. Pode ser visto nas imobiliárias, que se viram obrigadas a investir em digitalização, na maior importância que as empresas têm dado à geração de conteúdo, através de lives, por exemplo, ou na comercialização de imóveis online por parte de incorporadoras. Já existem campanhas, processos de vendas, e até escrituras de imóvel 100% digitais”, diz.

Desafíos organizacionais

A pesquisa realizada por Deloitte e Terracotta Ventures ainda revela diversos outros dados interessantes. As principais estratégias de inovação das corporações, por exemplo, estão relacionadas a processos internos, sistema de produto e serviços. Outros elementos bastantes valorizados são network, experiência do cliente e desempenho de produto.

Dados do estudo também indicam que mesmo que mais da metade das empresas tenham uma estratégia de inovação, 75% delas declararam não ter um sistema de recompensa para ideias inovadoras. Isso mostra que nos setores imobiliário e de construção também existe a necessidade de superar desafios de cultura organizacional. 

Sobre o assunto, Kim Morise, gerente executivo de Inovação do Grupo Bild & Vitta, disse à pesquisa realizada que “a definição estratégica para a mudança de cultura e de objetivos é fundamental para a empresa entender qual é o propósito de inovar e quais são os resultados esperados”.

Confira a íntegra da pesquisa clicando aqui.

Foto: RealtyNXT

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