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E
Editorial

Nenhum mercado tem futuro tão promissor quanto o imobiliário

Para que o sonho vire realidade, entretanto, é preciso superar desafios

Setembro/2020

De proporções continentais, o Brasil é o país da oportunidade para empreendedores que veem no mercado imobiliário uma forma de contribuir com a nação e ao mesmo tempo ganhar dinheiro. Mesmo com todas as adversidades conhecidas, não falta demanda e a concorrência se divide entre os vários segmentos de renda. Que país tem um estrato social tão discrepante como o nosso?

A pandemia do novo coronavírus chegou um pouco mais tarde por aqui, mas já se esperava efeitos devastadores em quase todos os ramos da economia brasileira. Safaram-se da retração os setores alimentício e farmacêutico, apenas. Passado o choque inicial, entretanto, não demorou para notar que outros mercados conseguiram ser resilientes às medidas de combate à Covid-19.  

Um deles é o imobiliário. Em que pese o drama vivido por segmentos como shoppings e hotéis, principalmente, de modo geral, o impacto foi menor do que o esperado e agora já se nota uma evolução surpreendente da demanda no mercado residencial, o mais pulverizado e pujante do setor. No 1º semestre, aliás, as vendas de imóveis verticais caíram apenas 2,2% na comparação com 2019, um resultado épico considerando a gravidade da crise sanitária. 

Nos loteamentos, prévias indicam crescimento de 200% na demanda em julho e novamente em agosto, superando os níveis pré-pandemia. Não é de se estranhar, uma vez que a situação de isolamento social motivou muitas famílias a migrarem para longe dos grandes centros, onde o povoamento é maior e, logo, as chances de contaminação também – sem contar no sucesso que tem sido o trabalho remoto para quem pode adotá-lo. 

Se por um lado o entusiasmo tem razões para crescer, com taxas de juros nos menores patamares da história, maior participação de investidores e do mercado de capitais no financiamento imobiliário, crescente aplicação de tecnologias nos empreendimentos e uma demanda que a cada mês se revela maior, por outro há desafios importantes no caminho para uma retomada consistente.

A bola da vez é o aumento no preço dos insumos da construção civil, motivado pela queda na produção nos últimos meses combinada ao crescimento da procura, principalmente em pequenas obras e reformas, as quais, por sua vez, foram impulsionadas em boa medida pelo complemento emergencial de renda nas políticas de auxílio adotadas pelo Governo Federal.

Já se especula uma intervenção governamental retirando ou reduzindo temporariamente impostos de insumos utilizados na cadeia, porém o mais saudável é que os fornecedores retomem o ritmo anterior de produção e que, por ora, haja consciência sobre o efeito que a disparada dos preços pode ter sobre o setor. 

Outros desafios comuns, a burocracia e a falta de recursos devem ser amenizados com projetos importantes, como o programa Casa Verde Amarela – que reduziu juros e promete entregar mais unidades com menos verba – e as reformas tributária e administrativa, esta última fundamental para destravar investimentos em habitação e infraestrutura, dois dos principais motores da economia. 

Como observado no último balanço do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, a construção civil já se recupera da pandemia e reverteu, em julho, a tendência de queda na quantidade de trabalhadores formais. 

Pensando no que deve ocorrer no 2º semestre e considerando todos os fatores essenciais ao crescimento do setor, nenhum ramo da economia parece ter futuro tão promissor quanto o imobiliário. A chance de um ciclo virtuoso é grande e as empresas se provam mais maduras hoje do que em qualquer outro momento. 

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